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Crespo confirma ida ao Uruguai durante afastamento médico

12 de Julho de 2019 às 17:09

José Crespo foi visto em Montevidéu, no Uruguai, com a primeira-dama Lilian Crespo. Crédito da foto: Arquivo pessoal

O prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM), confirmou ter viajado ao Uruguai durante a vigência do atestado médico de 14 dias apresentado à Comissão Processante da Câmara de Sorocaba e que recomendava repouso e o afastamento das suas atividades no gabinete.

Ele foi fotografado em um restaurante de Montevidéu ao lado da primeira-dama, Lilian Crespo, no domingo (7), e a imagem começou a circular em grupos de aplicativos de mensagem, chegando à redação do jornal Cruzeiro do Sul, nesta sexta-feira (11), dia de veiculação de reportagem sobre o assunto também pela TV TEM.

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"Em razão de incômodos pós-operatórios (próstata), o médico determinou meu afastamento das atividades normais do gabinete e repouso, o que estou cumprindo. Viagens, desde que mantidos esses cuidados, não estão proibidas", argumentou o prefeito.

A Prefeitura de Sorocaba informou, em nota à imprensa, que "por se tratar de questões de cunho pessoal do prefeito José Crespo, não tem conhecimento do fato apontado pela reportagem". O texto informa ainda que "o advogado do prefeito protocolou na Câmara de Vereadores uma licença médica por um período de 14 dias, dentro do que estabelece a Lei Orgânica do Município."

Atestado de Crespo tem vigência por 14 dias a partir de 3 de julho. Crédito da Foto: Divulgação

A Comissão Processante havia acordado com Crespo que iria ouvi-lo em sua casa, no próximo dia 22, e já adiantou que oficiará o chefe do Executivo para que preste esclarecimentos sobre a viagem. Uma reunião sobre o assunto ocorreu na tarde desta sexta-feira (12) no gabinete do vereador Hudson Pessini (MDB), relator da Comissão.

A vigência do atestado de José Crespo se iniciou no dia 3 deste mês. Em virtude da situação, o prefeito não compareceu por duas vezes às oitivas da Comissão Processante, sendo a última na quinta-feira (11). Ele é investigado por supostas infrações político-administrativas no voluntariado da Prefeitura de Sorocaba, envolvendo a ex-servidora comissionada Tatiane Polis. (Da Redação)