O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, tornou-se alvo de um mandado de prisão nesta quinta-feira (17). A medida ocorre no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga ligações entre a facção criminosa PCC e o setor de transportes na capital paulista.
O tema também foram tratados por MPSP e GAECO, citados na reportagem original. Nesta terceira etapa das apurações, autoridades da Polícia Civil de São Paulo. E do Ministério Público de São Paulo identificaram um controle financeiro exercido pelo grupo em 12 empresas de ônibus.
Há suspeitas concretas de fraudes cometidas em processos de licitação pública na cidade. Sete municípios do Estado de São Paulo, incluindo a capital, Santana de Parnaíba e Santos, registraram o cumprimento de 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Até este momento, 9 pessoas foram detidas na ofensiva coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de SP.
Detalhes sobre as investigações envolvendo Milton Leite
A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes conduziu a apuração que revelou núcleos estratégicos voltados para a lavagem de dinheiro. Políticos e advogados integravam a engrenagem criminosa, atuando conforme uma estratégia organizada para infiltrar integrantes no poder público.
A maioria dos alvos possui função de liderança dentro da organização criminosa, segundo confirmou a Secretaria de Segurança Pública de SP. A operação conta com o suporte técnico e jurídico do Ministério Público de São Paulo, visando desmantelar a estrutura operacional da facção.

O posicionamento do ex-vereador
Milton Leite negou qualquer relação com o PCC e afirmou não conhecer membros da organização. O político declarou que seus vínculos com as empresas de ônibus foram apenas institucionais, cumprindo ordens de Bruno Covas em 2019, quando atuava na gestão de Transportes durante sua vice-prefeitura.
Ao Poder360, o ex-vereador assegurou que se apresentará às autoridades nas próximas 24 horas. O político explicou que não está foragido, mas cumpria compromissos de campanha eleitoral do União Brasil fora de São Paulo no momento da deflagração da ação policial.
O cumprimento dos mandados judiciais segue em cidades como Diadema, São Bernardo do Campo, Praia Grande e Cubatão. A Polícia Civil de São Paulo deve detalhar os próximos passos da Operação Vectura Corrupta após a conclusão do prazo de 24 horas dado ao investigado.









