O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, somando 21 milhões de toneladas desse recurso estratégico. Apesar do potencial geológico, o país produz apenas uma pequena fração do volume extraído pela China, que lidera o setor global com 44 milhões de toneladas em depósitos.
A disparidade é nítida nos números de 2025, quando o Brasil extraiu 2.000 toneladas, enquanto a produção chinesa alcançou 270 mil toneladas. O cenário atual reflete uma dependência da exportação bruta, que limita o desenvolvimento tecnológico e industrial nacional frente às demandas de mercados globais avançados.
Incentivos para a industrialização nacional envolvendo Brasil
O Congresso Nacional aprovou na quarta-feira (2) o PL 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida prevê até R$ 7 bilhões em estímulos governamentais para as etapas de pesquisa, extração, processamento e transformação industrial, visando converter o potencial das minas em valor agregado.
Um conselho vinculado à Presidência da República será formado para coordenar essa estratégia, pois os Minerais Críticos. Como o níquel, lítio, cobre e grafita, são essenciais para tecnologias como baterias de veículos elétricos e equipamentos de defesa. O objetivo é reduzir os riscos na oferta desses insumos essenciais para a economia moderna.
Impactos econômicos até 2050
Um estudo da Amcham Brasil aponta caminhos distintos conforme a capacidade de processamento local do país. No cenário de exportação da matéria-prima sem agregação de valor, o impacto acumulado no PIB seria de R$ 128,7 bilhões.
Com a geração de 304 mil empregos ao longo das próximas décadas. O cenário mais vantajoso, que prioriza o processamento interno e o uso pela indústria nacional.
Elevaria o impacto sobre o PIB para R$ 192,1 bilhões e criaria 750 mil postos de trabalho até 2050. A sanção presidencial do Projeto de Lei é o próximo passo fundamental para concretizar esse planejamento voltado à transformação industrial.









