O salário mínimo tem previsão de passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em janeiro de 2027, conforme estimativa incluída no Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso Nacional. A mudança representa um aumento de aproximadamente 7,4%, mas não significa que todas as regras dos programas sociais serão reajustadas na mesma proporção.
No Bolsa Família, o limite de renda para entrar no programa continua sendo de R$ 218 por pessoa da família. Esse valor é definido pela legislação específica do benefício e não acompanha automaticamente os reajustes do salário mínimo. Portanto, mesmo com a previsão de um novo piso nacional, o critério de renda permanece o mesmo enquanto não houver uma alteração oficial.
Isso significa que uma família com quatro integrantes, por exemplo, precisa ter renda mensal total de até R$ 872 para se enquadrar no limite de entrada. O cálculo considera a soma dos rendimentos da família dividida pelo número de moradores, respeitadas as regras do programa.
E o limite da Regra de Proteção?
Outro valor importante é o teto de renda por pessoa para permanecer temporariamente no Bolsa Família depois de conseguir emprego ou aumentar os ganhos. Nas regras atuais, famílias que ingressam na Regra de Proteção podem continuar recebendo metade do benefício quando a renda mensal por integrante ultrapassa R$ 218, mas não passa de R$ 706.
Esse segundo limite também não aumenta automaticamente com o salário mínimo. A permanência depende ainda do tipo de renda e da data de entrada na regra, que estabelece prazos diferentes para cada situação.
Por enquanto, não há previsão de que o governo federal vá reajustar os limites de R$ 218 e R$ 706 em 2027. Assim, o aumento do salário mínimo poderá melhorar a renda de trabalhadores, mas não amplia, por si só, o número de famílias que conseguem entrar no Bolsa Família.









