Durante décadas, Dona Zilda teve o mesmo hábito na cozinha. Sempre que quebrava um ovo, procurava uma pequena estrutura esbranquiçada grudada na gema e retirava aquilo antes de preparar a refeição. Para ela, aquela espécie de pelinha parecia uma sujeira ou impureza que não deveria fazer parte do alimento.
O que ela não sabia é que aquela estrutura tem nome e desempenha uma função importante dentro do ovo. Conhecida como calaza ou chalaza, ela é formada por filamentos de proteínas que ajudam a manter a gema posicionada no centro, evitando que fique solta enquanto o ovo se movimenta.
Apesar de muitas pessoas não conhecerem sua função, a calaza é completamente natural. Ela se forma durante o desenvolvimento do ovo e pode ser observada com mais facilidade quando ele é quebrado em um recipiente, geralmente como dois pequenos cordões esbranquiçados ligados à gema.
Por que as pessoas costumam retirar a pelinha branca do ovo?
O hábito de remover a calaza geralmente está relacionado à aparência e à falta de informação. Como ela tem uma textura diferente da clara e fica presa à gema, algumas pessoas acreditam que seja uma impureza, um resíduo ou até um sinal de que o ovo não está fresco.
Outras simplesmente não gostam de encontrar aquela estrutura durante o preparo ou aprenderam a retirá-la com familiares. No entanto, quem prefere deixá-la no alimento não precisa ter receio. A calaza é comestível, não representa perigo e não precisa ser removida antes de cozinhar ou fritar o ovo.

Sua presença também pode ajudar a identificar características do alimento. Em ovos mais frescos, a calaza costuma aparecer mais firme e evidente, enquanto pode perder parte dessa consistência conforme o produto envelhece. Isso não significa, porém, que ela seja um indicador isolado de segurança alimentar.
Portanto, não há necessidade de perder tempo retirando essa estrutura. Basta conservar os cuidados habituais com armazenamento e preparo dos ovos.









