Beneficiários do Bolsa Família podem sacar até R$ 6.220 do FGTS em caso de desastre natural, mas apenas se tiverem saldo na conta do fundo e morarem em município reconhecido em situação de emergência ou calamidade. O benefício social, por si só, não garante acesso ao Saque Calamidade.
O valor máximo corresponde a R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível. Quem tem menos que isso saca apenas o montante existente. O pedido pode ser feito pelo aplicativo FGTS, com comprovação de residência na área afetada e declaração da Defesa Civil.
Em situações de enchentes, alagamentos ou deslizamentos, o governo também pode antecipar o pagamento do Bolsa Família e facilitar o saque para as famílias atingidas. Contudo, essa medida diz respeito ao próprio benefício social, e não à liberação do FGTS.
Assim, a regra vale para quem acumula as duas condições: ser beneficiário do Bolsa Família e possuir FGTS. Quem não tem conta vinculada não consegue acessar os R$ 6.220, mesmo morando em área atingida.

Para familiares funciona igual?
Em regra, o Saque Calamidade do FGTS é individual. Cada trabalhador com saldo em conta vinculada pode solicitar até R$ 6.220, desde que resida em área atingida e habilitada. Isso significa que um familiar não pode sacar o valor usando o FGTS de outro, mesmo que ambos recebam Bolsa Família ou morem na mesma casa.
Porém, se mais de uma pessoa da família tiver FGTS e comprovar residência na área afetada, cada uma pode ter direito ao próprio saque, dentro do limite e das regras da Caixa. O Bolsa Família não amplia nem transfere esse direito: ele apenas pode facilitar o acesso ao benefício social em situações de desastre, como antecipação de pagamento.









