Sorocaba e Região

Crespo nega irregularidades em voluntariado na Prefeitura de Sorocaba

Segundo o prefeito, a ex-assessora Tatiane Polis não recebeu qualquer remuneração para exercer atividade
O prefeito José Crespo recebeu os membros da Comissão Processante em sua casa. Crédito da Foto: Reprodução

Atualizada em 23 de julho de 2019, às 9h51

O prefeito José Crespo (DEM) negou qualquer irregularidades no voluntariado da ex-assessora comissionada da Prefeitura de Sorocaba Tatiane Polis. As declarações foram dadas à Comissão Processante da Câmara de Sorocaba, segunda-feira (22), durante oitiva na casa do chefe do Executivo. Todo o depoimento durou cerca de 50 minutos.

O prefeito abriu o depoimento agradecendo pelo fato de os vereadores colherem a oitiva em sua residência. “Fico feliz em poder recebê-los aqui”, afirmou. Ele também explicou sobre o seu problema de saúde, inclusive a necessidade de ter que ir várias vezes ao banheiro.

Após aberta a sessão, Crespo passou a responder questionamento de Márcio Leme, seu advogado. O prefeito falou das dificuldades com o contrato de publicidade, em especial sobre impugnações no processo licitatório.

Sobre o voluntariado de Tatiane Polis, Crespo disse que se baseou na legislação federal e municipal. Tatiane Polis foi convidada, segundo Crespo, para ajudar no programa Fala Bairro, por conhecer lideranças. “Esse foi o trabalho para qual ela veio”, afirma. O chefe do Executivo negou dar poder de mando à ex-servidora. Ele negou ainda que ela tenha recebido alguma ajuda de custo e reembolso. “Ela não recebeu, absolutamente, nenhum provento”, garantiu. “Não teve nenhuma atitude dela, à minha vista, que extrapolasse a função como voluntária”, complementa.

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Houve também negativa no sentido de que a então voluntária tivesse alguma estrutura para atuar no Paço Municipal. “Ela não tinha isso, até porque o trabalho dela era fazer contatos com lideranças de bairro”, argumentou. “Frequentava esporadicamente o prédio [Prefeitura de Sorocaba], mas não tinha nem mesa e nem cadeira.”

Outra situação negada pelo prefeito está relacionada a possíveis perseguições contra servidores públicos no episódio. Ele também negou que Tatiane Polis tivesse indicado algum servidor para o governo. “Comigo não houve influência dela [Tatiane Polis]”, comenta Crespo, que negou ainda ter pedido para alguma empresa contratada pela Prefeitura a pagar Tatiane Polis. Ele disse não ter pedido para que uma empresa repassasse dinheiro à então voluntária.

No final do depoimento, Crespo chegou a se emocionar ao falar das redes sociais. “Essas redes sociais, essas parafernália eletrônica trouxe uma situação horrível para as pessoas. Nós estamos lutando contra isso e não é fácil. Ainda não entrou em equilíbrio. Nós, os vereadores, somos vítimas disso”.

Relatório final

Conforme informado pelo presidente da Comissão Processante, Silvano Júnior (PV), após a oitiva, o relatório final deverá ser concluído até o dia 31. De acordo com Hudson Pessini (MDB), relator, há uma planejamento sobre os prazos. “Nos preparamos para esse prazo. Por mais que ele esteja apertado, está tudo muito bem calculado”, diz. Existe a expectativa sobre a possibilidade de o vereador Luís Santos (Pros) apresentar um relatório de forma separada. Ele teria sinalizado a Comissão sobre isso, mas não de forma oficial.

A partir desta terça-feira (23) começará a vigorar o prazo de cinco dias para que sejam apresentadas as alegações finais. A data para o julgamento do caso, no plenário da Câmara, ainda não está definida. “Acredito que a votação deve acontecer até os dias 2 e 3 do mês de agosto”, projeto Pessini. (Marcel Scinnoca)

Confira trechos do depoimento de José Crespo:

 

 

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