Casa de Papel Sorocaba e Região

Ex-secretário de Cultura de Sorocaba é indiciado na operação Casa de Papel

Werinton Kermes esteve na Delegacia Seccional acompanhado de dois advogados
O ex-secretário chegou acompanhado de dois advogados. Crédito da foto: Marcel Scinocca

O ex-secretário de Cultura de Sorocaba, Werinton Kermes, foi indiciado nesta segunda-feira (7) no âmbito das investigações da Operação Casa de Papel. Logo após deixar a Delegacia Seccional de Sorocaba, Kermes falou com a imprensa e voltou a negar envolvimento com qualquer tipo de irregularidades.

Na entrevista, o ex-secretário destacou a origem da investigação, conforme ele, uma denúncia feita em 2018, conforme matéria do Cruzeiro do Sul, onde tratava de suposta situação de improbidade envolvendo um assessor de um vereador da cidade.

“O início de tudo isso foi de uma denúncia que a própria Secretaria de Cultura fez. Denúncia que envolve um vereador e um assessor desse vereador. A partir daí, esse vereador, usando dessa estrutura pública, para fazer vingança, passa a assediar pessoas para vir aqui [Delegacia Seccional] para falar coisas que não existem,” garante.

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Kermes também afirmou que provas relacionadas ao que ele denunciou foram entregues à polícia. “Trouxemos todas as provas e comprovações. A partir de agora, eu acredito que as autoridades possam tratar esse caso num outro prisma, numa outra realidade”, continuou.

O ex-secretário de Cultura, Werinton Kermes. Crédito da foto: Marcel Scinocca

Ele ainda citou ameaça do vereador contra ele e disse também que houve coação contra a primeira testemunha do caso. Ainda conforme ele, a denúncia relacionada por ele foi feita a pedido do prefeito cassado José Crespo (DEM).

O ex-secretário ainda falou que todo o caso — se referindo à Casa de Papel — se trata de uma trama política.

Denúncia

Em 21 de julho de 2018, o Cruzeiro do Sul publicou um texto onde mostrava que um dos secretários da Prefeitura de Sorocaba, Alexandre Robim, denunciou o vereador Hudson Pessini (MDB) por supostas práticas de atos de improbidade administrativa. O vereador teria indicado uma empresa para atuar na festa junina de Sorocaba e com a negativa, teria iniciado ameaças a um servidor da então Secult.

Hudson Pessini rebateu as afirmações de Kermes. “O conteúdo da denúncia era absolutamente esdrúxulo, prova disso foi seu arquivamento, tão logo chegou à polícia. As alegações a meu respeito feitas pelo ex-secretário não podem ser provadas, pois são infundadas e irreais, diferentemente das irregularidades demonstradas na operação Casa de Papel, que estão sendo comprovadas pelo trabalho da Polícia Civil e cuja resolução é o que de fato interessa à população de Sorocaba”, afirma o parlamentar.

“Contudo, é esperado que eu me torne alvo, considerando o incômodo gerado por meu trabalho contra a corrupção,” conclui.

Outros envolvidos

Também investigado pela Operação Casa de Papel, o ex-secretário Hudson Zuliani deveria ser indiciado nesta segunda (7), mas a medida foi suspensa pela Justiça na sexta-feira (4) após a defesa impetrar um habeas corpus preventivo.

Ainda na sexta-feira, foram indiciados o empresário Fernando Araújo e o servidor Edmilson Chelles, da Cultura. A defesa de Chelles não quis comentar o indiciamento. Ele foi indiciado, entre outras coisas, por corrupção. Fernando Araújo divulgou nota onde ameniza a situação. Ele nega envolvimento com a organização criminosa. O indiciamento dele se refere a peculato.

Ainda nesta segunda (7), a defesa do empresário Felipe Bismara, das empresas Selt e Twenty, entrou na Justiça, em São Paulo, com um pedido de habeas-corpus contra seu indiciamento na Polícia Civil. O mesmo fez a defesa do prefeito cassado José Crespo (DEM).

Kermes, Crespo e demais citados sempre negaram qualquer ato irregular.

Atualizado às 23h30

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