Uma das novidades presentes na atual edição da Copa do Mundo e que está chamando atenção, é a já conhecida “Lei Vini Jr”. Trata-se do cartão vermelho aplicado a qualquer jogador que colocar a mão na boca para se comunicar. Mas, se no Mundial essa regra está em vigor, na Europa não podemos dizer o mesmo.
A UEFA decidiu não aplicar a nova regra da FIFA que prevê expulsão de jogadores que cubram a boca ao falar com adversários em campo. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (1º) às federações filiadas e vale para todas as competições organizadas pela entidade, incluindo Champions League, Liga Europa, Conference League, Eurocopa e Liga das Nações.
A medida da FIFA, apelidada de “Lei Vini Jr”, foi criada após episódios de supostos insultos racistas durante uma partida da Liga dos Campeões envolvendo Vinícius Júnior.
Na ocasião, o brasileiro relatou ter sido alvo de ofensas por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica, enquanto o jogador cobria a boca ao falar em campo — atitude que acabou sendo enquadrada em punição disciplinar por conduta antidesportiva.
Pelas regras adotadas pela FIFA, a partir da Copa do Mundo, jogadores que ocultarem a boca em situações de confronto com adversários poderão receber cartão vermelho direto.

Qual punição será aplicada em jogos da UEFA?
No entanto, a UEFA optou por um entendimento diferente. Em vez da expulsão automática, a entidade determinou que os árbitros utilizem critério e bom senso para avaliar cada lance. Segundo a diretriz europeia, a recomendação é de aplicação de cartão amarelo quando houver interpretação de tentativa de ocultar a comunicação como conduta antidesportiva.
A entidade também reforçou que a decisão não impede investigações posteriores. Em casos com indícios de ofensas racistas, discriminatórias ou comportamentos irregulares, os órgãos disciplinares poderão analisar o episódio e aplicar sanções adicionais.
Na Copa do Mundo, dois jogadores já foram expulsos com base na nova regra: o atacante Miguel Almirón, do Paraguai, e o zagueiro Piero Hincapié, do Equador. Ambos receberam cartão vermelho direto por cobrirem a boca durante discussões em campo.
A FIFA, por sua vez, esclareceu que a infração depende do contexto da ação, cabendo ao árbitro avaliar se houve ou não atitude hostil. Casos como o do inglês Jude Bellingham, que cobriu parcialmente a boca ao conversar com Jordan Ayew sem qualquer punição, são citados como exemplo de situações que não configuram infração disciplinar.









