Conhecida pela famosa frase popular sobre o orgulho local, a capitania rompeu laços com Portugal em março de 1817 e formou uma República Independente. A revolta marcou o primeiro grande movimento de ruptura contra o Império Português na história brasileira.
A autonomia política durou apenas 74 dias antes de as tropas imperiais retomarem o controle da região. Nesse curto intervalo de governo autônomo, nasceu o desenho oficial da bandeira estadual, que hoje ostenta sua própria representação diplomática. Pernambuco é o único estado do Brasil que já foi um país independente.
A escolha da data magna na república independente
O decreto federal assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1995 delegou a cada unidade federativa a escolha de sua data cívica principal. A definição exigiu debates públicos intensos entre diferentes episódios históricos marcantes do território.
A consulta popular avaliou datas como 5 de outubro de 1821, da Convenção de Beberibe, e 13 de janeiro de 1825, ligada a Frei Caneca. Outra opção debatida foi o 10 de novembro de 1710, data que registrou o Grito de República.
Novos rumos da autonomia estadual
A ousada atitude representou o passo inaugural rumo à emancipação definitiva perante a coroa lusitana. Posteriormente, as forças fiéis ao governo imperial conseguiram reverter o cenário político e retomar o poder local.
O período autônomo foi curto, mas gerou símbolos marcantes que perduram até os dias atuais. Entre as conquistas daquela época, destaca-se a criação do pavilhão estadual, que hoje possui legislação específica e representação diplomática própria.
Memória e feriado oficial
O reconhecimento oficial da Data Magna como feriado estadual ocorreu apenas em 2007, durante as comemorações dos duzentos anos do levante revolucionário de 1817. A programação oficial do Palácio do Campo das Princesas inclui o hasteamento solene da bandeira e homenagens florais na Praça da República.
Apesar da relevância histórica do episódio, o historiador George Cabral, da Universidade Federal de Pernambuco, defende que o evento deveria receber a denominação precisa de Dia da Revolução Pernambucana. A data permanece celebrada anualmente no dia 6 de março.









