O Orçamento federal para o próximo ano prevê que o piso nacional alcance R$ 1.741, marcando uma subida de R$ 120 frente aos atuais R$ 1.621. Essa projeção representa uma alta de 7,4% sobre o valor vigente hoje.
Referência central para a economia brasileira, esse montante impacta tanto o consumo das famílias quanto o cálculo de diversos benefícios sociais. A definição final do valor, entretanto, ainda pode sofrer alterações até ser oficializada.
Entenda como é realizado o cálculo do salário mínimo
A metodologia utilizada pela atual gestão para definir o novo patamar combina a inflação apurada pelo INPC com a variação real do PIB. O índice de referência para este ajuste específico considera o crescimento do PIB de 2025.
O aumento real respeita o limite do arcabouço fiscal de 2024, ainda que obedeça a uma diretriz de valorização. Esse limite impede que o crescimento real do salário supere 2,5% ao ano, independentemente da expansão econômica.
Grupos impactados pela mudança
Quem ganha o piso nacional e os favorecidos pelo BPC, vinculado ao salário mínimo mensal, têm direito ao ajuste automático. Também integram esse grupo os aposentados e pensionistas do INSS que ganham o valor mínimo.
O abono salarial PIS/Pasep, o seguro-desemprego e as contribuições previdenciárias do MEI utilizam o piso como base de cálculo. O reajuste dos beneficiários do INSS com renda superior ao mínimo utiliza um método diferente, atrelado tão somente ao indicador INPC do período.
A definição do montante final ocorrerá apenas em dezembro, pois o cálculo atual se baseia na variação do INPC até novembro. Esse dado, que será conhecido no final de 2026, confirmará se o aumento de 7,4% se consolidará como o novo piso nacional.









