O Bahia entrou para a rede internacional de clubes administrada pelo Grupo City. O conglomerado adquiriu a maior parte das ações do clube baiano. Com a negociação, a equipe passou oficialmente a adotar o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Por trás do grupo está o sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan, investidor dos Emirados Árabes Unidos. Ele também possui participação minoritária na Ferrari e tem patrimônio estimado em cerca de R$ 127 bilhões. A operação colocou o Bahia sob o comando de um dos maiores conglomerados esportivos do mundo.
Investimento acompanha retorno à elite
A conclusão da negociação ocorreu em maio, após o Bahia retornar à Série A do Campeonato Brasileiro. O acordo estabeleceu planos para ampliar os investimentos no clube. Entre as áreas contempladas estão infraestrutura, categorias de base e administração.
A mudança aproxima o Bahia dos métodos utilizados em outras equipes do grupo. Entre elas estão o Manchester City, da Inglaterra, e o Girona, da Espanha. A proposta envolve processos de gestão profissional, uso de tecnologia e integração entre diferentes departamentos.

Grupo City mantém estratégia internacional
O Grupo City surgiu em 2008, depois que Mansour participou da aquisição do Manchester City. Desde então, o conglomerado ampliou sua presença em diferentes mercados. A estratégia inclui controlar ou manter participações em clubes de vários continentes.
Além do Bahia, a rede possui equipes e investimentos relacionados ao futebol na Austrália, França, Itália, Índia e Estados Unidos. O modelo permite compartilhar estruturas, conhecimento e profissionais entre as diferentes operações. Também facilita a identificação e o desenvolvimento de jogadores.
Para o clube baiano, a chegada do novo controlador representa uma mudança importante na estrutura empresarial. A equipe passa a integrar uma rede com experiência em mercados internacionais. O acesso a métodos de treinamento, tecnologia e profissionais especializados está entre os principais efeitos esperados.









