O presidente da FIFA, Gianni Infantino, voltou a ser alvo de críticas após a decisão que permitiu ao atacante Folarin Balogun atuar diante da Bélgica, mesmo depois de ter sido expulso na partida anterior da Copa do Mundo de 2026. O caso gerou forte repercussão e levou importantes nomes do futebol internacional a defenderem a renúncia do dirigente.
Entre os críticos estão o ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, David Bernstein, o ex-técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, e o ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter. Apesar da pressão, Infantino não demonstra intenção de deixar o cargo e segue fortalecido politicamente dentro da entidade.
O que acontece no caso de uma renúncia?
Conforme estabelecem os Estatutos da FIFA, em caso de renúncia ou impedimento do presidente, a presidência da entidade é assumida de forma interina pelo Vice-Presidente Sênior, respeitando a ordem de antiguidade e a representação das confederações continentais.
Na sequência, o Conselho da FIFA deve convocar um Congresso Extraordinário para a realização de novas eleições, que precisam ocorrer no prazo máximo de 90 dias.

Presidente conta com o apoio de outras confederações
Reeleito sem oposição nas duas últimas eleições, o dirigente já confirmou que pretende disputar um novo mandato em 2027. Segundo a imprensa internacional, ele conta com amplo apoio das confederações da África, Ásia, América do Sul e Oceania, cenário que pode garantir sua permanência por aclamação, caso nenhum adversário apresente candidatura.
A polêmica envolvendo Balogun também provocou reações em outras federações. De acordo com o jornal The Athletic, a Federação Inglesa analisava alternativas para tentar evitar a suspensão do zagueiro Jarell Quansah, expulso na vitória sobre o México pelas oitavas de final.
Pelas regras da FIFA, um cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte, sem previsão de recurso durante a Copa do Mundo. No entanto, a flexibilização aplicada ao caso de Balogun abriu precedente para que outras seleções passem a questionar punições disciplinares impostas pela entidade.
Balogun havia sido expulso no confronto entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, mas teve sua suspensão revertida e ficou à disposição para enfrentar a Bélgica.
A decisão aumentou a controvérsia após surgirem informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria conversado diretamente com Infantino para solicitar a revisão da punição, alimentando acusações de favorecimento e abuso de poder.
O episódio também levou outras federações a buscarem medidas semelhantes. Ainda segundo o The Athletic, a Federação Francesa entrou em contato com a FIFA para tentar anular o cartão amarelo recebido por Michael Olise nas oitavas de final, evitando que o jogador cumpra suspensão em uma eventual semifinal.









