Gianni Infantino está nos holofotes do futebol com a disputa da Copa do Mundo. O mandatário é presença certa em grande parte dos jogos disputados nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas, uma notícia que surgiu sobre o cartola, acontece fora das quatro linhas, envolvendo uma denúncia.
A organização de direitos humanos Fair Square anunciou que apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade acusa o dirigente de promover repetidas violações ao princípio de neutralidade política previsto na Carta Olímpica.
Segundo a ONG, um dos principais motivos da representação é a relação de proximidade entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Fair Square cita, entre outros episódios, a participação do mandatário da FIFA no chamado “Conselho da Paz”.
Esse evento que aconteceu em fevereiro, teve o dirigente aparecendo utilizando um boné com as inscrições “USA” e “45-47”, em referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.
Compromisso assumido pelo presidente da FIFA no COI
Como integrante do COI, Infantino assumiu o compromisso de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais, conforme estabelece a Carta Olímpica. Para a organização, os episódios recentes levantam dúvidas sobre o cumprimento desse compromisso e justificam a abertura de uma investigação ética.
Na última terça-feira (7), a presidente do COI, Kirsty Coventry, comentou o tema ao ser questionada sobre o chamado “caso Balogun”, envolvendo a revogação da suspensão de um jogador da seleção dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.
Segundo ela, a Comissão de Ética ainda não havia recebido qualquer denúncia relacionada ao assunto, mas afirmou que uma eventual reclamação será analisada conforme os procedimentos do comitê.









