A Petrobras anunciou a descoberta de uma nova acumulação de gás natural em um poço exploratório localizado em águas profundas da Colômbia. O achado ocorreu no poço Sandia-1, pertencente ao bloco GUA-OFF-0, região considerada estratégica para ampliar a oferta energética do país.
Segundo a companhia, a identificação de gás reforça o potencial de produção da área. Caso as avaliações confirmem a viabilidade comercial da reserva, o recurso poderá contribuir para aumentar a disponibilidade de combustível e fortalecer a segurança energética colombiana.
O poço está situado a aproximadamente 42 quilômetros da costa da Colômbia, em uma região marítima com profundidade de 1.251 metros. A localização fica próxima de outras descobertas realizadas anteriormente pela Petrobras no mesmo bloco.
Estudos vão definir tamanho da reserva encontrada
A perfuração do Sandia-1 teve início em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho. Após a descoberta, a Petrobras iniciou uma etapa de análises técnicas para compreender melhor as características do gás identificado no local.
Os intervalos onde houve indicação de presença do combustível serão avaliados por meio de perfis de poço e exames laboratoriais. Esses estudos serão responsáveis por determinar informações como volume estimado, qualidade e propriedades da acumulação encontrada.
A nova descoberta representa o terceiro resultado positivo no bloco GUA-OFF-0. A área já havia registrado outros achados relevantes, incluindo os poços Sirius-1, Sirius-2 e Copoazu-1, que ficam próximos ao novo ponto explorado.

Parceria busca ampliar reservas de energia
A exploração no bloco faz parte da estratégia da Petrobras de buscar novas fronteiras de petróleo e gás natural. A empresa afirma que a iniciativa tem como objetivo recompor reservas e atender à demanda energética durante o processo de transição para novas fontes.
A operação é realizada pela Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia (PIB-COL), subsidiária da estatal no país. A companhia atua como operadora do consórcio, com participação de 44,44%, enquanto a Ecopetrol possui os 55,56% restantes.
Além do impacto para a atuação internacional da Petrobras, o resultado pode representar uma nova oportunidade para o setor energético colombiano. A confirmação do potencial da descoberta dependerá da conclusão dos estudos técnicos em andamento.









