Carne está em evidência diante das últimas atualizações divulgadas sobre o assunto. A presença de gordura amarela ou branca em cortes bovinos costuma gerar dúvidas frequentes nos consumidores durante a compra no açougue.
O Cronista esclarece que essa diferença de tonalidade não indica necessariamente um produto de qualidade inferior, sendo resultado de variáveis como a dieta e a origem do animal.
O que define o tom do tecido adiposo é o acúmulo de betacarotenos, pigmentos naturais abundantes em pastagens frescas. Bovinos criados soltos no campo consomem forragens ricas nessas substâncias, que se depositam na gordura e conferem a cor amarelada ao longo do tempo de desenvolvimento do boi.
O reflexo da dieta no sabor sobre carne
Animais terminados em confinamento e alimentados majoritariamente com grãos, como milho ou soja, desenvolvem uma gordura mais clara ou esbranquiçada. Esse tipo de dieta, com baixa concentração de pigmentos vegetais, resulta em uma carne de sabor geralmente mais suave que a dos bois criados estritamente em pasto.
A escolha entre um corte e outro depende apenas do paladar de quem consome, já que a cor não é um indicador de conservação. A gordura amarela é um fenômeno biológico natural e não representa qualquer risco sanitário, desde que o produto tenha sido armazenado sob refrigeração adequada até o momento da venda.
Critérios reais de qualidade
Para garantir que a carne está em boas condições, o consumidor deve observar indicadores de frescor, como uma coloração vermelha uniforme em toda a peça. A textura precisa ser firme ao toque e a gordura deve estar bem aderida aos músculos, sem apresentar qualquer sinal de descolamento excessivo.
Evite qualquer peça que exiba manchas escuras, odores fortes ou texturas pegajosas que fujam do padrão habitual, pois estes são sinais claros de deterioração. Ao notar alterações de cheiro ou marcas incomuns na superfície, descarte o produto imediatamente e opte por cortes frescos que apresentem as características ideais de conservação.









