O território Brasileiro abriga reservas de terras raras avaliadas em R$ 23,6 trilhões, montante que ultrapassa o Produto Interno Bruto do país. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula o PIB nacional em R$ 12,7 trilhões, evidenciando a magnitude desses ativos minerais.
Projeções realizadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), baseadas em preços internacionais de 2024, indicam que as reservas equivalem a 186% do PIB Brasileiro. Essa riqueza natural gera interesse global devido à relevância estratégica desses elementos na cadeia produtiva tecnológica atual.
Aplicação dos elementos químicos na indústria envolvendo Brasil
As terras raras compreendem um grupo de 17 elementos fundamentais para a fabricação de dispositivos modernos, desde sistemas militares até turbinas eólicas. Estes recursos garantem o funcionamento de baterias e eletrônicos, componentes essenciais para a transição energética e tecnológica no cenário atual.
A Serra Verde Pesquisa e Mineração (SVPM) ocupa uma posição única ao produzir comercialmente os quatro elementos magnéticos essenciais, sendo o Disprósio, o Térbio, o Neodímio e o Praseodímio. O Ministério de Minas e Energia (MME) aponta que a empresa é a única mineradora fora da Ásia a operar em tal escala.
Desafios ambientais na exploração mineral
A extração desses recursos químicos apresenta complexidades técnicas, visto que possuem propriedades similares, tornando o processo de separação bastante delicado. O mecanismo produtivo gera volumes consideráveis de resíduos radioativos e tóxicos, incluindo tório e urânio, que oferecem riscos significativos de contaminação hídrica.
Além da poluição, a Mineração a céu aberto causa erosão, degradação do solo e perda de biodiversidade nas áreas de exploração. A viabilidade financeira e a proteção ambiental seguem como os principais pontos de atenção, visto que o desmatamento.
E a compactação da terra afetam o equilíbrio ecológico das regiões onde a atividade é realizada. A exploração desses ativos exige monitoramento constante, já que a falha nos controles pode converter a riqueza do subsolo em danos irreversíveis para o ecossistema local. O setor aguarda diretrizes que conciliem a relevância econômica dos elementos químicos com os protocolos de preservação exigidos pelos órgãos de controle ambiental.









