O empresário Eike Batista surpreendeu ao responder qual negócio escolheria caso tivesse apenas R$ 10 mil para começar novamente do zero. Em uma entrevista concedida à estrategista patrimonial Iara Thamires, em seu canal no YouTube, ele citou uma atividade bastante distante dos grandes empreendimentos que marcaram sua trajetória.
A ideia apresentada por Eike está relacionada justamente à possibilidade de trabalhar com produtos de baixo custo de produção e margens elevadas quando vendidos em locais com grande circulação de pessoas.
“Você vai achar graça, mas com R$ 10 mil, sabe um dos negócios que tem margem de 90%? Um pipoqueiro, um vendedor de churros. A pipoca, você faz a conta, você vai ficar surpreso por que custa R$ 1 o que ele (pipoqueiro) vende por R$ 10”, comentou Eike.
Na sequência, o empresário explicou que conhece vendedores que conseguiram construir patrimônio com esse tipo de atividade e destacou a importância de escolher corretamente o ponto de venda.
“Eu conheço pipoqueiros que tem casa própria e botaram os filhos na faculdade vendendo pipoca nos lugares certos, né? Escolas, eventos, estádios de futebol, praias, enfim, tem sempre um lugar. Tem que saber escolher também, mas estou te dando um negócio com margens folgadas”, completou.
A lógica também acompanha uma visão que Eike já apresentou em outras oportunidades, que é evitar negócios com margens muito apertadas e buscar atividades em que exista espaço significativo entre o custo e o preço de venda.
Supercana: a grande aposta de Eike
Apesar de citar a pipoca como uma possibilidade para quem começaria com pouco dinheiro, a atual aposta empresarial de Eike está em uma área completamente diferente: a chamada supercana.
Trata-se de uma variedade de cana-de-açúcar geneticamente melhorada que, segundo o empresário, pode produzir até três vezes mais etanol por hectare e até 12 vezes mais biomassa. O projeto tem como um dos principais objetivos a produção de combustível para a aviação.
A proposta também prevê aproveitar o bagaço da cana para produzir materiais como embalagens, copos, talheres e canudos biodegradáveis. A produção está prevista para ocorrer em Quissamã, no norte do Rio de Janeiro, região próxima ao Porto do Açu.
Em 2025, o projeto foi apresentado como um investimento de cerca de US$ 500 milhões, com Eike atuando como consultor e possibilidade de conversão de sua participação em ações futuramente.









