Motoristas brasileiros ganharam uma nova ferramenta no aplicativo CNH do Brasil. Desde segunda-feira (24), a plataforma passou a permitir a consulta de passagens registradas em pedágios eletrônicos no sistema free flow. A novidade reúne informações de diferentes rodovias em um único ambiente.
Consulta fica centralizada no aplicativo
A nova função permite verificar registros feitos em estradas federais e estaduais que utilizam a cobrança automática. O motorista também consegue identificar qual concessionária registrou a passagem. A partir dessa informação, o aplicativo direciona o usuário ao canal indicado para quitar a tarifa.
Apesar da integração, o pagamento não será realizado diretamente pelo aplicativo CNH do Brasil. A plataforma funciona como um ponto de consulta das passagens e dos débitos registrados. Para efetuar a quitação, o motorista deverá utilizar o meio disponibilizado pela concessionária responsável pela rodovia.
Como funcionava antes da integração
Até o momento, 14 concessionárias possuem sistemas free flow em funcionamento e devidamente homologados. A integração dos dados exigiu uma etapa de testes e ajustes entre os sistemas envolvidos. O Ministério dos Transportes apresentou os detalhes da ferramenta em evento realizado na B3, em São Paulo.
Antes da nova funcionalidade, quem passava por um trecho com free flow precisava procurar individualmente os canais de cada concessionária. O motorista tinha de consultar sites ou aplicativos diferentes para descobrir se havia uma tarifa pendente. A centralização busca simplificar justamente essa etapa.

Multas do free flow também entraram em discussão
O free flow elimina a necessidade de parar em praças de pedágio tradicionais. Equipamentos instalados nas rodovias identificam automaticamente o veículo durante a passagem. Depois, a cobrança é vinculada ao registro correspondente, que pode ser consultado pelo condutor.
Em abril, o Contran suspendeu 3,4 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de tarifas do free flow. Foi estabelecido prazo até 16 de novembro para que os motoristas regularizassem os débitos sem a cobrança da penalidade de trânsito. A obrigação de pagar o pedágio, porém, permaneceu.









