A Motiva concluiu nesta terça-feira (1º) a transferência de sua plataforma de aeroportos para a Asur, empresa mexicana especializada na administração de terminais. O negócio movimentou R$ 12,2 bilhões e havia sido anunciado originalmente em novembro de 2025.
Pelo acordo, a Asur desembolsou R$ 5,187 bilhões pela totalidade das ações da CPC Holding, braço da Motiva que reúne os ativos aeroportuários. Outros R$ 7,024 bilhões correspondem às dívidas assumidas pela compradora junto aos empreendimentos.
Negócio envolve 20 terminais
A operação inclui 17 aeroportos localizados no Brasil e outros três em países da América Latina. Entre os terminais brasileiros estão Confins, Pampulha, Curitiba e Foz do Iguaçu, que juntos fazem parte de uma rede responsável por movimentar milhões de passageiros.
Em 2025, os aeroportos que pertenciam à plataforma da Motiva receberam aproximadamente 48 milhões de passageiros. A partir da conclusão da transação, a Asur passou a comandar diretamente as operações dos 20 terminais incluídos no acordo.
Segundo a companhia mexicana, a mudança de controle não provoca alterações imediatas na rotina dos aeroportos. Cerca de mil trabalhadores dos terminais brasileiros permanecem em suas funções, enquanto as estruturas operacionais continuam funcionando normalmente.

Asur amplia presença nas Américas
Com a aquisição, a Asur reforça sua participação no mercado aeroportuário continental. A empresa já administra o aeroporto de Cancún e outros oito terminais, além de operações na Colômbia e em Porto Rico.
A companhia também mantém atividades comerciais em três aeroportos dos Estados Unidos, localizados em Los Angeles, Nova York e Chicago. Somando sua estrutura anterior aos novos ativos, a rede administrada pelo grupo movimentou 71,6 milhões de passageiros em 2025.
No Brasil, a liderança da nova operação ficará sob responsabilidade de José Formoso. O executivo possui experiência no setor de telecomunicações e já ocupou posições na Embratel e na Claro Empresas.









