Galvão Bueno voltou a falar sobre um dos episódios mais dolorosos de sua carreira na televisão. O narrador relembrou a morte de Ayrton Senna durante o GP de San Marino, em 1º de maio de 1994. Para ele, a despedida do piloto teve um impacto pessoal profundo.
Durante participação no programa “The Noite”, Galvão contou que teve dificuldades para continuar narrando a corrida após o acidente. Segundo ele, foi necessário pedir ajuda ao comentarista Reginaldo Leme enquanto deixava a cabine para recuperar o controle emocional.
Narrador precisou deixar a cabine
O narrador afirmou que saiu do local algumas vezes para respirar e enxugar as lágrimas. Naquele momento, ainda não havia confirmação oficial da morte de Senna. As imagens, porém, indicavam que o estado do brasileiro era extremamente grave.
Galvão também recordou o momento em que o helicóptero deixou o circuito. Enquanto acompanhava a movimentação, o narrador dirigiu palavras de força ao piloto. Ele contou que falava com Senna como se estivesse incentivando um irmão a lutar pela própria vida.
Amizade ultrapassou as pistas
A relação entre Galvão e Senna não ficou restrita ao trabalho na Fórmula 1. O narrador acompanhou os três campeonatos mundiais conquistados pelo piloto e desenvolveu uma amizade próxima com o brasileiro ao longo dos anos.
Essa ligação fez com que a cobertura daquele acidente tivesse um significado diferente para Galvão. Além da responsabilidade profissional diante de milhões de espectadores, ele enfrentava naquele momento a possibilidade de perder alguém que considerava um grande amigo.

Confirmação veio antes da chegada ao hospital
Após o encerramento da transmissão, Galvão se preparava para seguir de helicóptero até o hospital onde Senna havia sido levado. Antes mesmo de chegar ao destino, entretanto, recebeu a informação de que o piloto não havia sobrevivido.
Segundo Galvão, a confirmação foi transmitida por Gerhard Berger, ex-companheiro de equipe e amigo de Senna. A notícia encerrou definitivamente a esperança que ainda existia durante a cobertura. O narrador descreveu aquele momento como extremamente triste e difícil.









