Gabriel Bortoleto, contratado pela Audi em 2025, encerrou um hiato de 8 anos sem brasileiros na categoria máxima do automobilismo mundial. O país pode ver em breve a chegada de Rafael Câmara e Pedro Clerot, promissores talentos que brilham nas categorias de base.
Essa possível expansão consolida o fenômeno apelidado de ‘Brazilian Storm’, em alusão ao movimento brasileiro no surfe. A comparação foi feita pela colunista Julianne Cerasoli durante o programa Pole Position, do Canal UOL, ao notar o crescimento conjunto desses jovens atletas.
A trajetória dos novos talentos em torno de Gabriel Bortoleto
Rafael Câmara, campeão da Fórmula 3 e atual competidor da Fórmula 2, surge como forte candidato à Haas. Em testes com a equipe americana, ele superou outros dois concorrentes, reafirmando sua capacidade de adaptação em veículos de alta performance.
Já Pedro Clerot encerrou recentemente sua primeira temporada na Fórmula 3 ao conquistar uma vitória no GP de Madri. O piloto, que terminou a competição em 6º lugar, planeja continuar na categoria para disputar o título e fortalecer a presença brasileira nas pistas.
O papel do mentor Roberto Streit
Além da amizade de longa data iniciada no kart, o trio compartilha a mentoria de Roberto Streit. O ex-piloto, que se destacou na base brasileira no início dos anos 2000, atua hoje como coach de performance e foi peça-chave nas conquistas de nomes como Drugovich e Bortoleto.
Streit mantém uma postura discreta, mas acompanha de perto a evolução dos três pilotos. Segundo Cerasoli, o treinador representa o elo técnico que garante a alta qualidade das performances e impulsiona a tendência de vermos os brasileiros chegando juntos à elite.
Disputa acirrada na Fórmula 2
Na luta pelo título da Fórmula 2, o pernambucano busca reduzir a desvantagem de 177 a 170 pontos frente ao líder Nikola Tsolov. O crescimento do brasileiro nas últimas provas contrasta com as falhas cometidas pelo adversário na segunda metade da temporada.
A definição do campeonato pode ocorrer mais cedo do que o esperado devido às incertezas geopolíticas no Oriente Médio. Caso a FIA opte por encerrar o calendário após a etapa no Azerbaijão, a reta final da competição se torna ainda mais decisiva.









