Autorizado a ficar por um ano nos EUA, o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve sua permissão concedida pelo governo americano, segundo consulta ao sistema U.S. A agência Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) é responsável por.
Os registros oficiais apontam que a permanência é permitida até 27 de outubro de 2027, sob a categoria “DT”, que significa “autorizado a entrar temporariamente”. A entrada do senador e de sua família nos Estados Unidos ocorreu no dia 28 de outubro, em meio a incertezas sobre a situação de seus passaportes.
A Polícia Federal (PF) havia informado que tanto o documento comum quanto o diplomático de Flávio foram cancelados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo anterior, dia 25.
Saiba como Flávio Bolsonaro entrou nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro utilizou seu passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos, pousando em um aeroporto de Miami com sua esposa e filhas no dia 28. A Polícia Federal havia intimado o senador na segunda-feira, dia 26, a entregar quaisquer outros passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas, o que não foi cumprido.
O senador possui um passaporte italiano, concedido em 2023 durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Foi este documento que ele utilizou para deixar a Argentina, conforme indicado pelo plano de voo do jatinho particular.
As autoridades argentinas confirmaram a entrada de Flávio no país por terra na noite de terça-feira, dia 27, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.
Detalhes da viagem e investigação da PF
O trajeto do senador evitou o espaço aéreo brasileiro, incluindo uma escala no Equador antes de desembarcar em Miami às 10h24. A PF suspeita que Flávio tenha entrado na Argentina em um avião privado, apesar das autoridades locais indicarem a entrada por terra.
Em Miami, no aeroporto executivo Opa-locka, aterrissou o jatinho particular Gulfstream G400 que transportou a família. No dia 27 de outubro, o Departamento de Estado dos EUA havia afirmado que permitiria a entrada da família Bolsonaro e que concederia vistos.
Contudo, Washington ainda não especificou o tipo de visto que será concedido. A viagem do senador foi acompanhada por rumores de uma possível fuga do Brasil, intensificados por relatos da imprensa argentina.









