Dívidas fazem parte da vida de grandes clubes do futebol brasileiro, até aqueles que estão contratando bons jogadores, com elenco recheado não escapam desse cenário, caso do Palmeiras. Mas, apesar do Verdão ter dívidas na casa de R$ 972 milhões, tem rival devendo mais.
No último mês de março, foi confirmada que a dívida líquida do Palmeiras registrou forte alta em 2025, passando de R$ 438 milhões em 2024 para R$ 783 milhões, um crescimento de 79%. O aumento ocorreu mesmo em um cenário de recorde de faturamento na história do clube.
A elevação esteve diretamente relacionada à intensificação dos investimentos no futebol, especialmente na contratação de jogadores, dentro da estratégia de expansão adotada pelo clube nos últimos anos.
O ativo intangível, que inclui os direitos econômicos de atletas do elenco, alcançou R$ 972 milhões em 2025. No ano anterior, esse valor era de R$ 346 milhões, o que representou uma alta de 181%. O crescimento refletiu o aumento dos compromissos assumidos pelo clube e impactou diretamente sua estrutura de endividamento.
Ao considerar também os valores ligados ao estádio, a dívida total do Palmeiras chega a R$ 1,1 bilhão em 2025. Apesar do avanço da dívida, o clube manteve resultado financeiro positivo no período, registrando superávit de R$ 292 milhões em 2025.
No acumulado dos últimos três anos, o Palmeiras soma R$ 499 milhões de resultado positivo, indicando capacidade de geração de caixa mesmo com o aumento das obrigações.
Os números reforçaram um modelo de gestão baseado no crescimento de receitas e no reinvestimento constante no elenco, o que, por consequência, elevou o nível de endividamento, mas mantém o equilíbrio financeiro no médio prazo.
Já o Santos possui uma dívida ainda maior
Um relatório do Conselho Fiscal do Santos indica que a dívida do clube já ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão. O documento será levado para apresentação na reunião do Conselho Deliberativo, marcada para a próxima terça-feira (23), na Vila Belmiro.
O balanço financeiro referente ao primeiro trimestre será apresentado aos conselheiros apenas para análise, sem previsão de votação. Segundo o relatório, o passivo total ao fim de março atingiu R$ 1.094.039.000, acima dos R$ 998.500.000 registrados em dezembro.
Apesar da alta, o Conselho Fiscal destacou que o cenário poderia ser ainda mais grave, já que a projeção inicial apontava uma dívida de R$ 1.163.739.000 para o período.
O documento também detalha o aumento de obrigações trabalhistas, que passaram de R$ 37.706.000 para R$ 68.810.000, além dos direitos de imagem, que subiram de R$ 25.970.000 para R$ 50.867.000.
Em comparação, a folha salarial do elenco profissional era de R$ 21,9 milhões em outubro do ano passado e chegou a R$ 29,6 milhões em março deste ano. O relatório atribui esse crescimento à contratação de novos atletas e à valorização do elenco, o que impacta diretamente o ativo intangível do clube.
Na avaliação final, o Conselho Fiscal afirma que as contas seguem dentro do orçamento aprovado para o ano, mas reforça a necessidade de manter austeridade e controle na contenção de novas dívidas e na renegociação dos débitos já existentes.
O órgão também alertou para atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem no início do ano, ressaltando que tais ocorrências não devem se repetir para evitar rescisões contratuais e multas. Segundo o relatório, a maior parte desses valores foi regularizada ao longo do segundo trimestre.





