A Copa do Mundo de 2026 ainda está em andamento, mas os bastidores da edição de 2030 do torneio já começam a movimentar o mercado de transmissões esportivas. A Globo trata o próximo ciclo como prioridade e pretende reforçar sua posição na disputa pelos direitos de exibição, após críticas recentes e desempenho abaixo do esperado em audiência e faturamento em comparação às competições anteriores.
Segundo informações de bastidores, o maior grupo de comunicação do Brasil não pretende medir esforços para ampliar seu pacote de jogos e busca garantir presença em todas as plataformas possíveis. Um dos principais objetivos seria retomar espaço em transmissões digitais, especialmente no YouTube, que hoje conta com forte concorrência de projetos independentes.

Nesse cenário, a Globo vê como um passo importante disputar diretamente a janela atualmente ocupada pela CazéTV, que ganhou grande relevância com transmissões gratuitas e alto engajamento nas redes sociais. Na atual edição da Copa do Mundo, a CazéTV é o único canal a exibir todas as partidas do Mundial, o que tem atraído boa parte do público.
Globo quer entrar na briga com a CazéTV pela Copa do Mundo
Além disso, a Globo também mira fortalecer sua presença em projetos digitais próprios, como a chamada GE TV, vista como uma alternativa para ampliar a distribuição de conteúdo esportivo em ambiente online e competir de forma mais direta com novos players do mercado de mídia esportiva, como é o caso da CazéTV.
Com a disputa pelos direitos ainda em fase inicial, o cenário para 2030 deve envolver forte concorrência entre emissoras tradicionais, plataformas digitais e novos formatos de transmissão. A tendência é de que o valor das licenças e a fragmentação dos direitos sejam pontos centrais nas negociações que vão definir quem transmitirá a próxima Copa do Mundo, que será realizada na Espanha, Portugal e Marrocos.





