Um estudo da Brazilian Rare Earths aponta um valor presente líquido de US$ 7,9 bilhões (R$ 40,5 bilhões) para a jazida de Monte Alto, localizada no interior da Bahia. O depósito se destaca por conter o maior teor de terras raras já reportado no mundo, superando a média de 15% de óxidos totais.
A alta concentração Mineral torna o projeto altamente eficiente, permitindo que a empresa projete um retorno do investimento inicial em apenas 1,1 ano de operação. Esse prazo curto é atípico para o setor de Mineração, que geralmente exige longos períodos de maturação e investimentos intensivos antes de atingir o lucro.
Números financeiros e projeções em torno de jazida
O scoping estudo de viabilidade do projeto Rocha da Rocha indica uma taxa interna de retorno de 89%, calculada com uma taxa de desconto de 8%. O Ebitda médio anual da mina, ao longo de sua vida útil, está projetado em US$ 1,37 bilhão, conforme dados divulgados pela companhia.
Para viabilizar a produção, a empresa planeja um aporte de US$ 969 milhões, destinados ao desenvolvimento do depósito baiano e à infraestrutura de processamento em Camaçari. Esse montante cobrirá desde a extração inicial até a preparação do material para o mercado consumidor.
Impacto do teor na extração
O diferencial competitivo da mina reside na pureza do minério, já que a maioria dos projetos globais opera com frações de ponto percentual. Com um teor médio superior a 15% de TREO, cada tonelada de Rocha extraída entrega muito mais metal útil, reduzindo significativamente os gastos com escavação, transporte e moagem. Terras raras são essenciais para a fabricação de ímãs de Alto desempenho utilizados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos médicos.
Como o refino desses elementos está concentrado na China, projetos com alta viabilidade econômica como o de Monte Alto ganham relevância estratégica para a eletrificação industrial global.









