Cristiano Ronaldo está investindo em um novo negócio fora dos gramados, desta vez no interior de Portugal. O jogador participa da construção de uma fábrica de água mineral na aldeia de Gostei, localizada no concelho de Bragança, no nordeste do país. O projeto prevê um investimento superior a 19 milhões de euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 113 milhões, e deve iniciar a produção em 2028.
A unidade pertence à empresa Maravilha Decimal, uma sociedade formada em partes iguais pelo craque português e pelo Grupo Outeirinho, que já trabalha no setor de águas engarrafadas. A construção ainda está nas etapas iniciais, com serviços de preparação do terreno e implantação da estrutura do edifício.
Quando estiver em funcionamento, a fábrica terá capacidade para engarrafar entre 500 milhões e 600 milhões de litros de água por ano. O plano inclui três linhas de produção, destinadas a recipientes de vidro e plástico PET, com possibilidade de operação contínua em três turnos.
Fábrica de Cristiano Ronaldo mira mercado internacional
A previsão é concluir as obras até o fim de 2027 e começar a atividade industrial nos primeiros meses do ano seguinte. Na etapa inicial, a unidade deverá contratar entre 30 e 35 trabalhadores, com possibilidade de ampliar o quadro de funcionários conforme o negócio avançar.
A água será captada em uma nascente localizada na própria aldeia de Gostei. Segundo informações divulgadas sobre o projeto, a empresa pretende comercializar um produto descrito como alcalino e com propriedades antioxidantes. Essas características, porém, dependem das análises e validações exigidas pelas autoridades portuguesas.
A exportação está entre os principais objetivos do empreendimento. O Grupo Outeirinho já comercializa água em mercados estrangeiros, incluindo China e Espanha, e pretende aproveitar sua experiência para ampliar a presença internacional do novo produto.
Além da geração de empregos, a fábrica representa uma aposta econômica em uma região do interior português que enfrenta dificuldades para manter sua população. A chegada da indústria também desperta expectativas e preocupações entre moradores, especialmente em relação ao movimento de caminhões e aos impactos da construção na rotina local.









