A diretoria do Corinthians definiu a reorganização provisória do departamento de futebol. A medida ocorreu logo após a saída de Marcelo Paz, oficializada em comum acordo na última terça-feira (20).
O desgaste nos bastidores e a crise esportiva culminaram na decisão do presidente Osmar Stabile após a derrota por 2 a 1 para o Internacional no dia 7 de outubro.
Para o lugar do dirigente que deixou o cargo, Julio Cesar assume novas funções de executivo de futebol sem mudança formal de posto por enquanto, enquanto Thiago Ayres permanece como coordenador administrativo. A proximidade das eleições presidenciais no clube dificulta alterações definitivas na cúpula do futebol no momento atual.
Crise salarial no Corinthians aumenta risco de rescisão
Enquanto a estrutura é reorganizada internamente, o clube enfrenta um problema jurídico grave envolvendo os direitos de imagem dos atletas. Os débitos acumulados já chegam a três meses em outubro, o que abre brecha regulamentar para rescisão indireta conforme a Lei Geral do Esporte.
O texto legal prevê que atrasos iguais ou superiores a dois meses em remunerações ou direitos de imagem permitem ao profissional romper o vínculo empregatício. Com isso, os jogadores podem acionar a Justiça do Trabalho ou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF para buscar a liberação.
Precedentes recentes no futebol brasileiro mostram atletas como o atacante Quirino, que deixou o Santa Cruz, e Éverton Brito, em litígio contra a Ponte Preta, obtendo rescisões por atrasos salariais e de FGTS.
A indefinição financeira e política coloca o Corinthians sob risco real de ver grande parte do plantel buscar novos destinos sem custos compensatórios.









