O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (26). O resultado representa uma queda nos preços e veio abaixo das expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação desacelerou de 4,52% para 4,24%.
Alimentos ajudam a reduzir a inflação
Entre os principais responsáveis pelo resultado está o grupo Alimentação e bebidas, que recuou 0,57% no mês. A alimentação consumida em casa caiu 0,97%, trazendo alívio para produtos presentes na rotina das famílias. O feijão carioca, por exemplo, teve redução superior a 2%.
Alguns alimentos registraram quedas ainda mais expressivas em agosto. O tomate ficou 27,38% mais barato, enquanto a batata-inglesa caiu 25,14% e a cenoura recuou 17,05%. O café moído também apresentou redução de 2,31% no período.
Conta de luz e combustíveis recuam
Nem todos os itens seguiram essa tendência de baixa. O leite longa vida ficou 3,41% mais caro e as frutas subiram 3,11% durante o mês. Já a alimentação fora de casa avançou 0,42%, com alta de 0,75% nos lanches e de 0,25% nas refeições.
O grupo Habitação apresentou a maior queda entre os setores pesquisados, com recuo de 1,41%. A conta de energia elétrica residencial caiu 6,25%, influenciada pelo Bônus de Itaipu incluído nas faturas de agosto. Mesmo assim, a bandeira amarela continuou acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh.

Outros gastos ficaram mais caros
Transportes também ajudaram a puxar o índice para baixo, com queda de 1% no mês. As passagens aéreas ficaram 13,30% mais baratas, enquanto os combustíveis recuaram 1,43% no conjunto. O etanol caiu 3,63%, a gasolina 1,23% e o diesel 0,71%.
Apesar da deflação geral, alguns segmentos registraram aumentos. Despesas pessoais subiram 0,66%, influenciadas pelo reajuste de 5,56% nos cigarros, enquanto Educação avançou 0,46%. Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,40% no período.









