O Brasil possui alguns benefícios importantes que fazem parte do cotidiano das famílias. Entretanto, muitos não tem conhecimento de alguns pontos importantes, que acabam se tornando fundamentais mediantes a determinados aumentos. Um caso claro disso é relacionado a conta de luz.
Consumidores atendidos pela Copel (Companhia Paranaense de Energia) já estão pagando mais caro na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária da distribuidora, e os novos valores passaram a valer a partir desta quarta-feira (24).
A empresa, que atende cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras, teve reajustes diferentes conforme a categoria. Para consumidores residenciais, o aumento médio é de 20%. Já para clientes de baixa tensão, a alta foi de 19,85%, enquanto os consumidores de alta tensão terão reajuste de 21,87%.
Segundo a Aneel, os principais fatores que influenciaram os novos índices foram os custos de transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e de componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior.
A agência também explica que a revisão tarifária periódica e o reajuste tarifário anual são mecanismos previstos nos contratos de concessão. Enquanto a revisão redefine parâmetros como custos eficientes, metas de qualidade e perdas de energia, o reajuste anual atualiza valores com base na inflação, descontado o chamado Fator X.
Em ambos os casos, são incorporados custos relacionados à compra e transmissão de energia e aos encargos que financiam políticas públicas do setor elétrico.
Outro caso de reajuste vem de outra concessionária
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em reunião da diretoria colegiada realizada na terça-feira (16), o reajuste tarifário da RGE Sul. Com a decisão, as contas de luz residenciais terão aumento médio de 14,97%, e os novos valores entram em vigor a partir de sexta-feira (19).
A distribuidora, pertencente ao grupo CPFL Energia, atende 381 municípios do Rio Grande do Sul e cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras. O efeito médio total do reajuste em 2026 será de 16,07% para todos os clientes, com alta de 19,02% para consumidores de alta tensão e de 14,94% para baixa tensão.
De acordo com a concessionária, a composição das tarifas considera custos de geração e transmissão de energia definidos pela Aneel. Já na distribuição — área sob responsabilidade da RGE — a agência reguladora estabelece uma receita considerada eficiente para a operação da empresa.
Em nota, a Aneel informou que os principais fatores que impactaram o reajuste foram os custos com componentes financeiros do ciclo tarifário atual e anterior, além das despesas necessárias para a manutenção do fornecimento de energia.
A agência também destacou que, em função das enchentes de maio, as tarifas foram mantidas em 2024 e houve reajuste nulo em junho de 2025, o que adiou parte da correção para aliviar o impacto econômico no estado. Para viabilizar essa medida, foi criado um “ativo regulatório” em favor da RGE, garantindo a recomposição dos valores até 2027.

Com o aumento, Tarifa Social pode ser uma boa saída
Com notícias envolvendo o aumento na conta de luz, uma saída pode ser um benefício pouco divulgado: a Tarifa Social. Esse programa de Energia Elétrica pertence ao Governo Federal, que concede desconto ou até isenção na conta de luz para famílias de baixa renda.
O valor do benefício varia conforme o consumo mensal. Para quem consome até 80 kWh por mês, há isenção total da tarifa de energia. Já no caso de consumo acima desse limite, o desconto é aplicado apenas sobre a parcela excedente. É importante destacar que taxas como iluminação pública e impostos, como o ICMS, continuam sendo cobrados normalmente.
Têm direito ao benefício famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também podem ser incluídas famílias com renda de até três salários mínimos, desde que tenham em casa pessoa com deficiência ou doença que exija o uso contínuo de equipamentos elétricos.
Além disso, idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também podem ser contemplados.
Na maioria dos casos, o desconto é concedido automaticamente pelas distribuidoras, desde que os dados estejam atualizados. Para isso, é essencial que a conta de luz esteja no nome do beneficiário e que as informações do CadÚnico estejam compatíveis com o endereço da residência.
Em caso de necessidade de atualização, o cidadão deve procurar o CRAS do município para regularizar o cadastro e garantir o acesso ao benefício.









