O Brasil está situado no Centro de uma placa tectônica, o que afasta o risco de grandes catástrofes naturais. No entanto, pequenos tremores de terra ocorrem no país devido a fraturas em blocos rochosos conhecidas como falhas geológicas.
Um levantamento da UFMG em parceria com o USGS identificou 48 falhas ativas no território nacional. Essas estruturas, que registraram movimento nos últimos 1,6 milhão de anos, influenciam a rotina de cinco cidades específicas.
Cruzeiro do Sul e Sete Lagoas envolvendo falhas geológicas
Localizada no Acre, Cruzeiro do Sul é influenciada pela Falha Batã-Cruzeiro e pela proximidade com a região dos Andes. O Centro de Sismologia da USP catalogou 116 terremotos no local entre 2013 e 2023, sendo que o evento mais intenso alcançou 6,2 graus.
Em Minas Gerais, o município de Sete Lagoas convive com a Falha da Estrela e a Falha Cardeal Mota. Foram 200 ocorrências sísmicas em uma década, embora apenas um tremor tenha superado 3 graus de magnitude, especificamente no ano de 2016.
Curitiba, Miranda e João Câmara
Curitiba é a única capital brasileira situada diretamente sobre uma Falha do período Quaternário, a Zona de Cisalhamento de Cubatão. O Centro de Sismologia da USP registrou 157 tremores na região nos últimos 10 anos, com um pico de 3,7 graus em 2013.
Miranda, em Mato Grosso do Sul, está sob a influência da Falha de Coxim, a única listada na região Centro-Oeste pelos estudos da UFMG e do USGS . O histórico local é o menor da lista, com apenas 20 sismos catalogados pela universidade paulista no intervalo de 10 anos.
A quinta cidade citada é João Câmara, no Rio Grande do Norte, região que também apresenta atividade sísmica monitorada. As falhas geológicas ativas no Brasil não possuem potencial para gerar grandes terremotos, mas mantêm o registro de abalos de pequena a média intensidade.









