A Prefeitura de Belo Horizonte publicou uma mudança no calendário da rede municipal de ensino que pode levar a extensão do ano letivo até fevereiro de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município e tem como objetivo compensar os dias de aula perdidos durante a greve dos professores em 2026.
A paralisação, que durou cerca de 45 dias, terminou no início de junho após acordo entre a categoria e o poder público. Com o retorno das atividades, a Secretaria Municipal de Educação precisou reorganizar o cronograma escolar para garantir o cumprimento da carga horária mínima prevista em lei.
Reorganização do calendário escolar
As alterações incluem a revisão de recessos, férias coletivas e datas destinadas a atividades administrativas. Reuniões escolares que antes estavam previstas como assembleias ordinárias poderão ser convertidas em dias letivos, ampliando o tempo disponível para reposição de conteúdo.
De acordo com o novo planejamento, parte dos períodos de pausa foi redistribuída ao longo do ano, com janelas específicas de recesso em fevereiro, julho, outubro e dezembro. O objetivo é equilibrar o calendário sem comprometer totalmente a rotina pedagógica das unidades.
Além disso, a Prefeitura definiu que assembleias internas poderão ocorrer em formato extraordinário, permitindo que o funcionamento das escolas não seja interrompido em momentos críticos de reposição de aulas.

Possível extensão até 2027
As escolas que não conseguirem atingir o mínimo obrigatório de dias letivos até dezembro poderão manter atividades até 28 de fevereiro de 2027. Essa extensão, no entanto, deverá respeitar o período de férias regulamentares dos profissionais da educação.
As férias coletivas dos professores foram mantidas entre o início e o fim de janeiro, além de dias específicos no fim de dezembro, o que limita a organização do calendário em alguns períodos do ano. A medida busca conciliar descanso da categoria com a necessidade de reposição.
A greve dos professores teve como pauta principal reajustes salariais e melhorias estruturais nas escolas. O acordo firmado previu aumento salarial e novas contratações, mas também deixou impactos diretos no calendário escolar e no planejamento das famílias.









