Enquanto o salário mínimo brasileiro está em R$ 1.621, a Argentina passou a registrar o menor piso salarial da América Latina em valores convertidos para dólar, segundo dados apresentados por sindicatos argentinos. A situação tem gerado manifestações contra as medidas econômicas adotadas pelo governo de Javier Milei.
Milhares de pessoas participaram de uma mobilização em Buenos Aires em apoio aos aposentados e trabalhadores. O ato reuniu centrais sindicais e organizações sociais que criticam a reforma trabalhista proposta pelo governo. Os manifestantes também cobraram melhorias nas aposentadorias e recuperação do poder de compra.
Sindicatos pressionam contra mudanças econômicas
A manifestação marcou uma aproximação entre entidades como a Confederação Geral do Trabalho (CGT), as duas correntes da Central Sindical dos Trabalhadores da Argentina (CTA) e o Sindicato dos Trabalhadores da Economia Popular (UTEP). O grupo pretende ampliar as ações contra cortes orçamentários e mudanças nas regras trabalhistas.
Representantes sindicais afirmam que os trabalhadores enfrentam aumento da informalidade, desemprego e redução dos salários. Hugo Yasky, dirigente da CTA, declarou que o salário mínimo argentino, de 372.989 pesos, equivale a cerca de US$ 250. A taxa de desemprego do país chegou a 7,8% no primeiro trimestre, acima dos 5,7% registrados antes do atual governo.

Aposentados relatam dificuldades financeiras
Os aposentados estão entre os principais grupos afetados pelas políticas de austeridade e realizam protestos semanais em frente ao Congresso argentino. Muitos relatam dificuldades para comprar medicamentos e manter despesas básicas. Parte das críticas também envolve possíveis mudanças no sistema previdenciário.
Os sindicatos afirmam que a mobilização deve ser apenas o início de um calendário maior de protestos. Uma nova manifestação está prevista para agosto, durante a tradicional marcha de San Cayetano. As entidades também consideram a possibilidade de uma greve geral caso não haja avanços nas negociações com o Governo.









