Um levantamento divulgado pelo Detran-SP revelou quais foram as infrações de trânsito mais cometidas no estado durante o primeiro semestre de 2026. Ao todo, mais de 1,5 milhão de multas foram aplicadas no período, mas apenas uma pequena parcela dos boletos foi quitada pelos condutores.
Os dados mostram que as irregularidades relacionadas à documentação dos veículos continuam liderando o ranking. Juntas, as duas infrações mais frequentes representam mais de 40% de todas as autuações registradas nos primeiros seis meses do ano.
Infrações administrativas seguem na liderança
A multa mais recorrente foi aplicada aos proprietários que não realizaram a transferência do veículo dentro do prazo legal de 30 dias após a compra. Segundo o levantamento, essa irregularidade respondeu por 477.989 autuações no estado.
Em segundo lugar aparece a circulação de veículos sem o licenciamento regularizado, com 181.172 registros. As duas ocorrências permanecem no topo da lista desde 2023, demonstrando que os problemas ligados à documentação ainda são os mais comuns entre os motoristas paulistas.
Na sequência surgem infrações relacionadas ao comportamento no trânsito. Trafegar sem o cinto de segurança gerou 83.607 multas, enquanto dirigir utilizando ou segurando o telefone celular resultou em 79.383 autuações durante o período analisado.

Mudança no ranking chama atenção
A quinta posição passou a ser ocupada pelo avanço do sinal vermelho, infração que contabilizou 43.016 registros no primeiro semestre. O crescimento desse tipo de autuação é atribuído, em parte, ao aumento da fiscalização eletrônica em cruzamentos monitorados por equipamentos automáticos.
Em comparação com o balanço de 2025, a principal alteração foi a saída da infração por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Permissão para Dirigir (PPD) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). No lugar, entrou justamente o desrespeito ao semáforo vermelho.
O levantamento também aponta que apenas 16,54% das multas emitidas foram efetivamente pagas pelos motoristas até o momento. O índice reforça a importância da regularização das pendências para evitar novas restrições administrativas e possíveis consequências ao proprietário do veículo.









