Sorocaba e Região

Prefeitura pede informações a santuário sobre morte de Black

Chimpanzé que morreu em Sorocaba é alvo de discussão na Justiça
Impedimento de visita a Black gera polêmica
O chimpanzé foi transferido do zoológico no dia 6 de maio de 2019. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (28/5/2019)

A Prefeitura de Sorocaba solicitou detalhes sobre a morte do chimpanzé Black dentro do Santuário de Primatas. O animal morreu às 21h02 da noite de sábado (6) por parada cardiorrespiratória.

Black, que tinha idade estimada em 50 anos, estava no local desde 2019, quando deixou o recinto onde vivia sozinho, no Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, após uma decisão da Justiça. O chimpanzé foi sepultado no próprio santuário depois de passar por necropsia.

Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema) informou que recebeu a notícia da morte do chimpanzé pelas redes sociais e não oficialmente pela mantenedora do santuário. Um ofício foi enviado na segunda-feira (8) solicitando informações, incluindo os laudos técnicos e exames feitos no animal.

A Sema disse ainda que fez contato com o mantenedouro anteriormente, “porém a administração do local não permitiu a entrada da equipe do Parque Zoológico Municipal para ver o Black. A transferência do Black para o mantenedouro está na Justiça desde a época”, completa.

Já o Projeto The Great Ape Project (GAP) afirmou em nota que por se tratar de um caso judicial, “tudo em relação ao chimpanzé Black foi devidamente informado à juíza do caso no processo, que é público e pode ser consultado”. A nota diz ainda que as informações também foram prestadas ao Ministério Público.

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“Nessa linha, reiteramos que no processo constam detalhes dos motivos da paralisação das visitas da equipe do zoológico. Depois da realização de algumas, notou-se um estresse maior por parte do Black e uma regressão no seu comportamento, avaliando-se a necessidade da sua suspensão”, justificou.

Em 2019, depois de mais um processo protocolado por ONGs em 2018, Black foi transferido para o Santuário por determinação judicial no dia 6  de maio de 2019. Na época, veterinários e biólogos divergiram sobre o tema, pois alguns afirmaram que Black já estava habituado com a rotina e com as pessoas do zoológico, enquanto as duas entidades que pediam a transferência — Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda) e da Associação Sempre Pelos Animais — alegavam que no santuário Black poderia interagir com outros primatas e não precisaria mais conviver com o estresse causado pela visitação.

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Mesmo após a transferência, o caso continuava em discussão na Justiça. O promotor que acompanha o caso, Jorge Alberto de Oliveira Marum, afirmou ao jornal Cruzeiro do Sul que, após a morte de Black, a ONG que iniciou o processo deve pedir a extinção da ação. A medida precisará da concordância da Prefeitura. (Jomar Bellini)

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