Sorocaba e Região

Estado de SP deve ter fase vermelha nos fins de semana

A região de Sorocaba também está sendo monitorada pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Estado
Uso de máscaras é obrigatório em restaurantes de Sorocaba. Crédito da Foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS (10/08/2020)

São Paulo deverá ter regras mais duras de isolamento social nos finais de semana. A ideia é que a partir da noite desta sexta-feira (22) todo o Estado entre na fase vermelha, da qual só sairá na segunda-feira (25), quando cada região retornará para a fase em que se encontrava.

O anúncio da mudança está programado para acontecer nesta sexta-feira (22) em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. A medida também deverá se repetir em outros finais de semana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A medida tem por objetivo primordial evitar o estrangulamento da rede pública de saúde diante do aumento de casos de Covid-19. A fase vermelha é a mais restritiva do Plano São Paulo de combate à pandemia: bares, restaurantes, comércio, parques e shoppings vão ser fechados nos finais de semana. Continuarão abertos os serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

O Centro de Contingência do Coronavírus do Estado avalia, que a situação de transmissão é extremamente grave, com uma alta transmissão do vírus em todas as regiões do Estado. Assim, está recomendando ao governo que tome as medidas mais restritivas possíveis para tentar reduzir o avanço da doença.

O governo também vai anunciar 700 novos leitos em todo o Estado, segundo afirmou o Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (22). “É um momento de atenção, de responsabilidades e teremos aumentos de restrições nessas áreas do interior do Estado com ocupação de leitos maior do que 75%. Estamos em um momento de crescimento de casos, internações e óbitos”, diz. “O início da vacinação não significa afrouxamento nas regras, pelo contrário”, completou.

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Região de Sorocaba

A região de Sorocaba está sendo monitorada pelo Centro de Contingência. Segundo informou o coordenador Paulo Menezes, existe a possibilidade de uma regressão da fase amarela para a vermelha. Ele afirmou, durante a semana, que a cidade poderá ter um aumento de restrições, tendo em vista, em especial, a ocupação de leitos.

O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) afirmou ser contra essa mudança em entrevista ao Cruzeiro do Sul na noite de terça-feira (19). O chefe do Executivo disse que negocia com o Estado sobre a situação e que pedirá a implementação do chamado Plano Sorocaba, caso haja a regressão.

Propagação da Covid-19

No início desta semana, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, já havia ressaltado que a propagação da Covid-19 segue em ritmo acelerado no Estado. “Tivemos a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia”, afirmou Gorinchteyn na segunda-feira (11), citando um aumento de 77% no número de novos casos ante a semana anterior e de mais de 50% no total de mortes. As internações tiveram um aumento na casa dos 30% até então.

O secretário afirmou ainda na oportunidade que, dado o aumento dos casos, o Estado mantém “no radar” a reativação de hospitais de campanha para atendimento da população. “Já estamos ampliando leitos dentro de hospitais e também a contratando hospitais privados. E nós não tiramos do radar os hospitais de campanha.”

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Progressivamente o governo do Estado vem restringindo as medidas que afetam a circulação de pessoas e o funcionamento do comércio não essencial. Isso acontece desde o fim do mês de novembro. No dia 30 de novembro, todo o Estado regrediu para a fase amarela do Plano São Paulo. Na oportunidade, 11 regiões já haviam avançado até a fase verde.

Diante do contínuo avanço da doença ao longo de dezembro e no começo de janeiro, o governo havia endurecido as restrições para oito regiões na semana passada. Sete passaram para a fase laranja e a região de Marília passou para a vermelha, a mais crítica.

A medida já representou uma antecipação da reclassificação, já que uma nova avaliação estava prevista para ocorrer somente no próximo dia 5 de fevereiro. “A situação vem se agravando a cada semana”, disse o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa na sexta-feira passada. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)

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