Sorocaba e Região

Crespo não faz acordo para evitar processo no caso do diploma

A acusação é de que o prefeito teria contratado servidor público sem os requisitos formais



Crespo não faz acordo para evitar processo
Prefeito nega ilegalidade no caso do diploma da ex-assessora. Crédito da foto: Emidio Marques

O prefeito José Crespo (DEM) não aceitou nesta terça-feira (18) a efetivação de uma transação penal, uma espécie de acordo sugerido pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo. O caso está relacionado ao procedimento em andamento sobre o diploma da então servidora da Prefeitura de Sorocaba, Tatiane Polis. Crespo compareceu à 3ª Vara Criminal do Fórum de Sorocaba para tratar do tema. O encontro durou cerca de 30 minutos e o chefe do Executivo deixou o local sem dar entrevistas. Mas, mais tarde, disse com exclusividade ao jornal Cruzeiro do Sul que tem prova para mostrar a sua inocência.

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A acusação é que o prefeito teria contratado servidor público sem os requisitos formais. “Não é prevaricação, muito embora tenha sido divulgado isso”, alega Leme, que nega qualquer irregularidade.

O advogado do prefeito, Marcio Leme, falou à imprensa ao deixar o local. De acordo com ele, foi uma audiência preprocessual. “Não existe ainda processo de acusação contra o prefeito Crespo. O que existe é uma proposta do Ministério Público, nos autos de uma investigação, para que não chegasse a essa fase processual. Houve uma oportunidade, como para todos que são acusados de crimes de menor potencial ofensivo, de uma transação”, diz. O prefeito, conforme Leme, não teve interesse de “realizar a transação, por estar muito tranquilo da sua inocência a cerca dos fatos”.

Um valor foi estipulado pelo Ministério Público próximo de R$ 50 mil. “Isso é prerrogativa da acusação, do Ministério Público. A defesa, ao contrário, não aceitou essa transação. Queremos que o Ministério Público avance nas investigações e se ele resolver um processo criminal, nós vamos nos defender”, frisa o advogado. As oitivas, caso vire um processo judicial, deverá ocorrer em Sorocaba.

Certeza da inocência

Mais tarde, Crespo falou ao jornal Cruzeiro do Sul em seu gabinete, no 6º andar do Paço Municipal, com exclusividade. “Como nós temos certeza que não houve crime nenhum, nenhum delito a respeito desse assunto, então, agradecemos respeitosamente, mas não aceitamos a proposta do Ministério Público. Agora, a decisão será do próprio Ministério Público, arquivando o feito ou prosseguindo. Se prosseguir, nós vamos apresentar as nossas provas ao Judiciário”, diz Crespo. “Não houve processo até hoje”, lembra.

Crespo também comentou sobre a possibilidade de o MP abrir processo sobre o caso. “Isso não nos abala. Pelo contrário, temos provas para mostrar a nossa inocência. É apenas a questão de um tempo a mais até que isso aconteça”, garante. Crespo também falou sobre outro caso em que esteve no Fórum de Sorocaba pela manhã e que envolve a denúncia contra a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB) e o uso de um funcionário público para fins particulares. “Foi uma audiência para que eu confirmasse as denúncias que eu havia feito à Polícia Civil e para o Ministério Público. Eu simplesmente repeti o que sabia e que agora está sendo comprovado.” (Marcel Scinocca)

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