Sorocaba e Região

Alta na conta de luz surpreende consumidores na região de Sorocaba

Tarifa teve aumento em 14 cidades da Região Metropolitana de Sorocaba
Tarifa de energia para residências sofreu reajuste de 9%. Crédito da Foto: Vinícius Fonseca (26/10/2020)

O aumento da tarifa de energia elétrica pegou de surpresa consumidores e contrariou empresários, que se consideram os mais impactados pela medida, justamente no momento em que o setor começa a dar os primeiros sinais de retomada da atividade econômica.

Na sexta-feira, como noticiado pelo Cruzeiro do Sul, as tarifas de energia elétrica de 14 cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), atendidos pela concessionária CPFL Piratininga, tiveram reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os consumidores de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, o aumento médio é de 8,95%. Já para as indústrias e grandes estabelecimentos comerciais, ligados à alta tensão, o reajuste médio é de 11,27%.

Além de Sorocaba, o aumento também abrange moradores das cidades de Alumínio, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Boituva, Capela do Alto, Ibiúna, Iperó, Itu, Mairinque, Porto Feliz, Salto, Salto de Pirapora, São Roque e Votorantim. A concessionária alega que um dos fatos que influenciou no reajuste foi a alta do dólar, já que o preço da energia produzida na usina de Itaipu é definido na moeda americana.

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Nas redes sociais do Cruzeiro, dezenas de leitores manifestaram surpresa e insatisfação com o aumento da tarifa. “O salário não aumentou. Por que, então, a luz aumenta tanto?”, questionou um leitor. “Sempre tem uma desculpa para aumentar. É um recurso essencial para a população, uma hora aumenta por causa de termoelétrica, outra por causa do dólar, daqui a pouco vai ser por causa da falta de vento. Reduzir nunca”, observou outro leitor.

O diretor da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Erly Domingues de Syllos, afirma que a entidade está estudando medidas junto à CPFL e à Aneel, para tentar reverter o aumento ou, ao menos, diluir o porcentual do reajuste ao longo do tempo. Segundo ele, o aumento da tarifa significa “mais uma pedra no caminho da indústria brasileira”, que, segundo ele, luta para ser competitiva diante países da Ásia e Europa. “Esse é um aumento abusivo. Vai ser mais uma dificuldade de fecharmos as contas”, considera.

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Syllus comenta que há cerca de um mês, a indústria, bem como todo setor produtivo da região, iniciou um processo de retomada de produção. “Esse aumento na conta de energia pode dificultar a retomada da contratação porque é repassado no produto e perde ainda mais a competitividade”, assinala. (Felipe Shikama)

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