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Cão-guia

Descubra como contribuir com o Instituto Magnus

Causa visa o bem-estar das pessoas com deficiência visual e colabora com a promoção de uma sociedade mais inclusiva
Na imagem, temos o aprendiz de instrutor de cão-guia Gustavo que está sentado em um degrau no hall do escritório do Instituto Magnus. Ele veste o uniforme da instituição, uma camiseta amarela com laterais pretas, calça tactel cinza, tênis azuis e óculos escuros. O aprendiz interage com o cão Senna, um Labrador na cor amarela, segurando-o pela guia de passeio e recebendo lambidas no queixo. Gustavo sorri e retribui o carinho a Senna, que está em pé a sua frente e abanando o rabo.
Senna está sendo treinado para se tornar cão-guia pelo aprendiz de instrutor Gustavo Ferraz. Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

Para contribuir com a formação de um cão-guia, a socialização é o passo considerado mais importante e fundamental, pois é a partir dela que o cão inicia sua carreira. É nesta etapa que o cão é apresentado para o mundo e aprende, desde cedo, como é o convívio social com pessoas, animais e ambientes diferentes. Mas nem todos têm possibilidade de socializar um cão, já que esse trabalho requer dedicação e tempo.

Além da formação do cão, existem outras formas de ajudar essa causa, que além de pensar no bem-estar das pessoas com deficiência visual, colabora com a promoção de uma sociedade mais inclusiva. Quem destaca quais são essas ações é a assistente social do Instituto Magnus, Cynara Delfino.

Uma questão essencial é a divulgação, pois é através dela que as pessoas tomam conhecimento sobre o que é a causa do cão-guia. O jornal Cruzeiro do Sul vem produzindo uma série de reportagens sobre este tema, confira algumas delas:

Deste modo, o trabalho feito pelo Instituto tem mais chances de chegar até uma pessoa com deficiência visual que tenha interesse de ter um cão-guia. Mesmo que você não possa socializar um cão, com a divulgação também é possível que mais pessoas conheçam e se interessem por contribuir com essa etapa da formação do cão.

Na imagem, temos a assistente social do Instituto Magnus, Cynara, que está sorrindo e olhando para a câmera debruçada no parapeito de uma janela de metal na cor preta. Ela usa uma camisa polo do Instituto na cor amarela com detalhes em preto na manga. Em sua mão direita tem uma aliança dourada e suas unhas estão sem esmalte. Já o seu cabelo é médio, liso e preto. Do lado de fora da janela existe uma parede amarela com detalhes em tijolinho e outras duas janelas e duas portas de madeira que estão fechadas. O piso é de cimento queimado, na cor cinza claro.
Cynara Delfina trabalha como assistente social no Instituto Magnus. Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

A assistente social explica que a colaboração das pessoas pode ocorrer de diversas outras maneiras. Se a pessoa já possui conhecimento sobre a causa cão-guia e conhece o trabalho do Instituto Magnus, conscientizar e informar mais pessoas, de forma séria e confiável sobre o assunto, já um grande passo, esclarecendo dúvidas que podem ser comuns. Ou, até mesmo, comportamentos simples do nosso cotidiano podem facilitar a vida de uma pessoa com deficiência visual.

“Até mesmo arrumando a calçada, deixando sem obstáculos, é uma forma de ajudar.”

Pequenas ações, grandes gestos

Na imagem, temos o aprendiz de instrutor de cão-guia Gustavo andando com o cão Senna, um Labrador na cor amarela. Ele está vestindo o uniforme da instituição, uma camiseta amarela com laterais pretas, calça tactel cinza, tênis azuis e óculos escuros. Na sombra, os dois estão andando na lateral do Instituto, com o prédio da administração ao lado e ao fundo, um gramado. O dia está ensolarado.
Senna está sendo treinado para se tornar um cão-guia. Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

Como citado na matéria anterior, os donos de estabelecimentos podem afixar um cartaz no local informando que cães-guias são bem vindos ali.

De acordo com Cynara, esta é uma maneira de transmitir o conhecimento sobre a legislação, já que muitos ainda acham, equivocadamente, que o cão só pode entrar nos locais públicos e privados de uso coletivo sob tutela da pessoa com deficiência visual, enquanto, na verdade, com a família socializadora ou um instrutor, este direito também é garantido.

O Instituto Magnus também organiza algumas dinâmicas com diversos públicos. Uma delas é um túnel itinerante, possibilitando que qualquer  pessoa fique em um ambiente de pouca ou quase nenhuma luz para vivenciar, em uma simulação, a experiência sensorial de passar por obstáculos sem enxergar, assim como uma pessoa com deficiência visual.

O Instituto também tem como atividade ir até empresas, escolas e universidades, por exemplo, para explicar como funciona o trabalho da organização na formação de um cão-guia e falar sobre a contribuição para a inclusão social.

Cynara trabalha no Instituto há um ano e suas atividades, como assistente social, envolvem várias etapas do processo, desde a formação do cão-guia até o seleção e acompanhamento da pessoa com deficiência visual interessada em ser tutora de um cão-guia.

“A gente se dá ao máximo para ver o bem-estar da pessoa [com deficiência visual], para que ela ganhe mais autonomia e autoestima. É um trabalho gratificante e com resultados bem nítidos”, completou a funcionária.

Crianças visitam o Instituto 

Como disse Cynara, o Instituto Magnus realiza outra atividades que promovem a inclusão através do tema cão-guia. Além da vivência sensorial, palestras e compartilhamento de informações, o Instituto também recebe visitas de toda a comunidade. As visitas acontecem às terças, quintas-feiras e uma vez ao mês no sábado. Os horários podem ser agendados pelos números de telefone ou email.

A reportagem do jornal Cruzeiro do Sul acompanhou a visita de um grupo de 120 crianças, estudantes da Escola Municipal Jayme Ferreira da Fonseca, de Salto de Pirapora, quando tiveram a oportunidade de conhecer cada cantinho do Instituto.

Os pequenos, com faixa etária de 4 anos, começaram o tour recebendo explicações sobre o cão-guia e assistiram a um vídeo. Depois, eles passaram pelo túnel sensorial, para sentir na pele a experiência de mobilidade de uma pessoa com deficiência visual no cotidiano.

Logo em seguida, os alunos foram para a maternidade, onde conheceram os filhotes que estão no processo de “pré socialização”, o canil onde se hospedam os cães em treinamento e ainda passaram pelo hotel, onde a pessoa com deficiência visual se hospeda para aprender a trabalhar com seu novo amigo.

Ana Maria de Almeida é coordenadora pedagógica da escola municipal e ressalta a importância do Instituto. “O Instituto ainda é desconhecido para muitos, até quem mora aqui na cidade. Às vezes alguém da família da criança é uma pessoa com deficiência visual e tem interesse em ter um cão-guia. Porém, não sabe a quem recorrer, por isso essas visitas são muito importantes. Eles ficaram encantados”, comentou Ana.

Quem também aprovou a visita foi a professora Beatriz Antunes Fogaça Brito, que ajudou a guiar a turma pela visita no Instituto. Para ela, está é uma oportunidade dos pequenos conhecerem o algo completamente novo para elas e que está na própria cidade onde moram.

“A grande maioria conhece só a fábrica, pois os pais trabalham lá. Mas agora eles sabem o que os cães do Instituto fazem, que ajudam pessoas com deficiência visual.”

Programa de voluntariado

Na imagem, temos a fachada da portaria do Instituto Magnus que possui uma estrutura nas cores amarelo e preto. Há também um jardim com plantas verdes, portão elétrico preto, logotipo do Instituto e no alto as palavras “Centro de treinamento de cão-guia”. Ao fundo, o prédio administrativo e o céu azul com algumas nuvens.
Instituto Magnus fica em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. Crédito da foto: Erick Pinheiro/Jornal Cruzeiro do Sul

 

O Instituto Magnus irá expandir, no início de 2020, um programa de voluntariado voltado para atividades além dos lares temporários. Os interessados poderão contribuir com diversas atividades, como, por exemplo, a participação em eventos e visitas. No site do Instituto Magnus há a aba “Voluntários”, onde os interessados podem se cadastrar e descrever com quais atividades desejam contribuir.

A caminhada de Zuma, Senna e Olívia

Neste mês conversamos com o aprendiz de instrutor de cão-guia Gustavo Ferraz. Ele está treinado Senna, que já está com 1 ano e 5 meses e começou suas atividades com a ambientação a nova rotina e depois os treinos específicos.

Gustavo conta como está sendo este treinamento: “Antes a gente só mostrava a guia da calçada para ele. Agora ele está parando nas guias”, explica Gustavo. Ele também foi apresentado a alguns obstáculos, inicialmente simulados que representam aqueles que podem ser encontrados no dia a dia, como lixeiras, escadas e bicicletas para ensinar ao cão a desviar de todos eles.

“Estamos mostrando para ele como desviar desses obstáculos, para quando chegar na rua ele já saber o que fazer.”

Nesta foto há quatro cães, um do lado do outro. Da esquerda para a direita: Sombra, um Labrador na cor preta; Tina, uma Golden Retriever; Zuma, uma fêmea da raça Labrador na cor preta e Senna, um macho da raça Labrador na cor amarela. Todos estão posicionados em um gramado, olhando para frente, com as línguas de fora. Ao fundo, árvores e cercas da estrutura do Instituto Magnus.
Da esquerda para a direita, Sombra, Tina, Zuma e Senna, no Instituto Magnus. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

A labradora Zuma, que segue em socialização com Sidinéia Venancio, completará um ano em dezembro e passou o último mês no Instituto. Isso porque ela entrou no cio e, para não causar qualquer incômodo à família socializadora, ficou sob os cuidados da equipe do Instituto Magnus.

Logo após o fim do ciclo, a futura cão-guia será castrada, como ocorre com todos os cães treinados para se tornarem cães-guia no Instituto Magnus, conforme orienta a legislação. O início do treinamento de Zuma está previsto para ocorrer em fevereiro de 2020, pelo instrutor de cão-guia George Thomas Harrison.

Na imagem, temos o cão-guia Olívia, uma fêmea da raça Labrador na cor preta. Ela está deitada em um carpete de barriga pra cima e recebe carinho do tutor Gabriel, que está sentado em uma cadeira de escritório ao lado dela. A foto registra a cena de cima. Compõe a cena: duas cadeiras, uma mesinha e um potinho de ração laranja.
Cão-guia Olívia, em uma folguinha do trabalho, recebendo carinho do tutor Gabriel. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Olívia, que já está formada, segue trabalhando como cão-guia desde setembro deste ano, em São Paulo, sob a tutela de Gabriel Vicalvi. Eles estão se adaptando cada vez mais e estão curtindo a vida a dois. (Aline Albuquerque) 

 

 

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