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Sorocaba

Diversidade cultural é uma das marcas de Frestas – Trienal de Artes

Com trabalhos de 53 artistas de 12 países diferentes, mostra prossegue em cartaz no Sesc Sorocaba

26 de Outubro de 2021 às 10:50
Da Redação [email protected]
Visitação à exposição, no Sesc, é feita mediante visitação.
Visitação à exposição, no Sesc, é feita mediante visitação. (Crédito: DIVULGAÇÃO)

A diversidade cultural é uma das marcas mais significativas da 3ª edição de Frestas - Trienal de Artes, que prossegue em cartaz no Sesc Sorocaba até 30 de janeiro de 2022.

Com o título “O rio é uma serpente” e curadoria do trio Beatriz Lemos, Diane Lima e Thiago de Paula Souza, esta edição reúne obras de 53 artistas e coletivos de diferentes de 12 países e três continentes. A mostra recebe trabalhos de artistas do Brasil, África do Sul, Bolívia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Holanda, México, Peru, República Dominicana e Suíça, que residem em diferentes países e exibem obras nos mais diversos suportes, desde pinturas até instalações e performances

Em um recorte mais aprofundado, como de uma lente de aumento, é possível constatar que a maior parte dos artistas brasileiros vive e trabalha em estados das regiões Norte e Nordeste do país. São os casos de nomes como Denilson Baniwa Mariuá, de Rio Negro (AM); Carmézia Maloca do Japó, de Normandia (RR); Jaider Esbell, Terra Indígena, de Raposa Serra do Sol (RR); Jota Mombaça, de Natal (RN), Marepe Santo Antônio de Jesus, de Antônio de Jesus (BA).

A cartografia dessa edição vai ao encontro das premissas da Trienal de Artes, que desde a sua estreia, em 2014, é sediada em Sorocaba, a cem quilômetros da capital paulista para discutir e a problematizar as questões urgentes que pautam os dias de hoje como, inclusive, a descentralização da fruição das artes visuais do eixo Rio-São Paulo. “O projeto da trienal trouxe como mote, desde o início, a questão da descentralização dos circuitos consagrados artísticos, os quais se concentram geralmente nas metrópoles”, destaca Kátia Pensa Barelli, gerente adjunta do Sesc Sorocaba.

“Além deste deslocamento, realizar um projeto deste porte no interior contribui para o alcance de um público diverso, criando redes de trocas simbólicas e reais, e, no médio prazo, por ser um projeto que tem a permanência como valor, pode transformar a própria identidade da cidade e seu entorno. Em outras palavras, um projeto que busca fortalecer a ideia dos interiores como potência”, complementa Kátia.

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