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Suicídio pode ser causa da morte de voluntário dos testes da Coronavac, diz governo

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, é "impossível" que o óbito esteja relacionado com a vacina
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Teste da Coronavac foram suspenso após a morte de um voluntário. Crédito da foto: Governo do Estado de São Paulo (23/9/2020)

A Secretaria de Estado da Saúde considera que suicídio foi a causa provável da morte do voluntário da vacina Coronavac, de acordo com as informações disponíveis até o momento, conforme apurado com fontes da pasta. A informação foi confirmada também por outras pessoas familiarizadas com o caso. A morte ocorrida durante a fase três dos ensaios clínicos foi o motivo que levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspender os testes. De acordo com o governo do Estado, é “impossível” que o fato esteja relacionado com a vacina.

A Anvisa suspendeu na noite desta segunda-feira (9) os testes clínicos com a vacina contra o coronavírus Sars-COV-2 após alegar a ocorrência de um “evento adverso grave” com um dos voluntários. No final da manhã desta terça-feira (10), após uma reunião com os técnicos da agência reguladora, os responsáveis pelos testes em São Paulo disseram que uma coisa não estava relacionada à outra. “O evento adverso foi analisado e não teve relação com a vacina. E essa informação está de posse da Anvisa desde o dia 6”, afirmou Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

Durante a entrevista coletiva, Covas não confirmou que se tratava de uma morte nem disse o que seria o tal “evento adverso grave”, mas afirmou, por diversas vezes, que não teria sido provocado pela vacina. Ele e demais membros do governo estadual afirmaram estar chocados e indignados com a decisão da Anvisa em paralisar o estudo. “Não seria mais justo, mais ético, mais compreensível marcar a reunião para discutir isso?”, questionou, após dizer que foi informado da decisão por e-mail na noite desta segunda (9), apenas 20 minutos antes de a notícia ter sido divulgada pela imprensa, por onde ele disse ter sido informado.

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Segundo o governo de São Paulo, o evento adverso foi informado à Anvisa no último dia 6, com a declaração de que não havia nenhuma relação com a vacina. “Quero acreditar que a Anvisa seja técnica e independente. Desde a sua constituição, essa independência e parte técnica do órgão é fundamental. A Anvisa é a guardiã sanitária do País e tem que se preocupar, sim, com tudo o que é relacionado à saúde, e ter critérios”, afirmou. (Estadão Conteúdo) 

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