Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão uma forma automática de comprovar que estão vivos durante as eleições de 2026. O comparecimento às urnas será considerado pelo instituto no processo de prova de vida, o que pode evitar que aposentados, pensionistas e beneficiários de benefícios assistenciais precisem realizar outro procedimento exclusivamente para essa finalidade.
A medida funciona por meio do cruzamento de informações. Depois da votação, os dados do comparecimento eleitoral são enviados ao sistema do Governo e podem ser utilizados pelo INSS para confirmar que o titular do benefício continua vivo. Dessa forma, quem tiver a votação identificada poderá ter a prova de vida registrada automaticamente, sem precisar apresentar comprovante ao instituto ou procurar uma agência.
A prova de vida, atualmente, não depende de uma única ação do beneficiário. O INSS realiza a verificação de forma automática por meio do cruzamento de diferentes bases governamentais. Entre os registros que podem ser considerados estão o acesso ao Meu INSS com selo ouro, determinadas operações biométricas, atualizações no CadÚnico, o recebimento com reconhecimento biométrico e o comparecimento às eleições.
Por isso, votar não significa que a prova de vida deixou de existir. Na prática, o comparecimento às urnas passa a funcionar como um dos registros capazes de comprovar automaticamente a situação do beneficiário.

Quem não comparecer para votar também não terá automaticamente o benefício suspenso. Nesses casos, o INSS continua procurando outros registros nas bases oficiais. A convocação para regularização ocorre quando não é encontrada nenhuma informação capaz de confirmar a vida do titular.
O procedimento alcança atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos. Segundo o INSS, o objetivo é reduzir a necessidade de deslocamentos e facilitar a manutenção dos pagamentos.









