Um enorme depósito de minerais está chamando atenção na Cordilheira dos Andes, em uma região que fica na fronteira entre Chile e Argentina e relativamente próxima do Brasil. O distrito de Vicuña reúne os projetos Filo del Sol e Josemaría e apresenta uma concentração de cobre, ouro e prata considerada de grande importância para o setor de mineração.
Entre as estimativas divulgadas está a presença de aproximadamente 32 milhões de onças de ouro, quantidade que foi avaliada em cerca de R$ 770 bilhões. O local também teria cerca de 13 milhões de toneladas de cobre e 659 milhões de onças de prata, avaliadas em aproximadamente R$ 247,5 bilhões. Os números representam o potencial mineral identificado no subsolo e não significam que esses valores possam ser imediatamente transformados em receita.
O tamanho da descoberta ajuda a explicar o interesse das grandes empresas envolvidas. A BHP e a Lundin Mining possuem participação de 50% cada na joint venture responsável pelos projetos, que reúne as áreas de Filo del Sol e Josemaría. Dados mais recentes da BHP mostram que o recurso mineral de Vicuña continua crescendo à medida que novas perfurações são realizadas.
A localização, entretanto, está longe de ser simples para uma operação desse porte. As áreas ficam a mais de 4.000 metros de altitude, em uma região montanhosa e de condições climáticas severas. A construção de estradas, sistemas de energia e estruturas de processamento será necessária para viabilizar a exploração.
O projeto também tem importância além do ouro. O cobre é considerado estratégico para veículos elétricos, redes de transmissão e outras tecnologias ligadas à eletrificação. A BHP prevê que a primeira produção de Vicuña possa começar em 2030, caso as etapas de desenvolvimento avancem conforme o planejamento.
Esse depósito localizado na divisa entre Chile e Argentina reúne cifras bilionárias em metais e pode transformar a região dos Andes em um dos grandes polos de mineração das próximas décadas.









