Após empate em 1 a 1 com a Austrália no primeiro amistoso pós-Copa, o treinador Carlo Ancelotti manterá seu posto no comando da Seleção Brasileira após um reajuste de 20% em seus vencimentos mensais. O novo vínculo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estende o compromisso profissional até a disputa do Mundial de 2030.
Com o acerto, o italiano passa a embolsar R$ 6 milhões a cada mês, consolidando-se como o técnico de seleção nacional com a maior remuneração no esporte. O montante total previsto para os 4 anos de contrato chega a R$ 288 milhões.
A disparidade entre o pagamento do comandante da Seleção Brasileira e outros profissionais é notável. Thomas Tuchel, técnico da seleção inglesa, ocupa a terceira posição na lista dos maiores salários da última Copa, recebendo mensalmente cerca de R$ 1,8 milhão. Jorge Jesus tomou o segundo lugar dele após assumir Portugal e embolsa R$ 1,9 milhão por mês.
Essa diferença representa um valor R$ 4,1 milhões menor do que o montante mensal depositado na conta do técnico italiano. Enquanto ele fatura R$ 72 milhões por temporada, a remuneração do português fica significativamente abaixo desse patamar de elite financeira.
Desempenho e cláusulas contratuais
A renovação do acordo ocorreu mesmo diante de uma trajetória abaixo do esperado na Copa do Mundo. A eliminação nas oitavas de final contra a Noruega marcou a saída mais precoce da Seleção Brasileira no torneio desde o ano de 1990.
O contrato estabelece uma multa rescisória para a entidade brasileira em casos de demissão, embora o valor específico não tenha sido divulgado. Se o profissional decidir romper o vínculo de forma unilateral, deverá pagar uma indenização correspondente a um mês de salário.
O Brasil encerrou o Mundial registrando as menores marcas de posse de bola e distância percorrida entre as 48 seleções participantes. A permanência do treinador até o torneio de 2030 foi confirmada pela CBF logo após o término dessa campanha histórica negativa.









