A nova regra da CBF que impõe uma redução gradual de atletas estrangeiros em Campo afeta diretamente o planejamento do Vasco da Gama. Com 11 jogadores gringos no elenco principal, o clube carioca precisará ajustar sua composição para respeitar o limite progressivo estabelecido até 2030.
A decisão foi oficializada nesta segunda-feira em reunião com clubes das Séries A e B. O teto atual, que permite nove jogadores nascidos fora do país por partida, será cortado aos poucos até atingir apenas cinco profissionais até o final da década.
Gestão do elenco sob nova cota sobre Vasco
Pedro Emanuel, técnico do Gigante da Colina, já sente os impactos dessa restrição na montagem da equipe. Na recente goleada aplicada sobre o Coritiba, Nuno Moreira ficou fora da lista de relacionados por opção técnica para não exceder o limite de estrangeiros.
O grupo atual possui nomes como os uruguaios Puma Rodríguez e Saldivia, além dos colombianos Carlos Cuesta, Rojas, Hinestroza e Andrés Gómez. Também compõem esse grupo os argentinos Santiago Sosa, Alan Lescano, Facundo Colidio, Claudio Spinelli e o português Nuno Moreira.
Movimentações no mercado de transferências
Decisões financeiras sobre atletas emprestados surgem como o primeiro passo para o Vasco se adequar à nova realidade. A diretoria não planeja investir US$ 3,5 milhões, valor fixado para a compra do meia colombiano Rojas, que tem contrato vigente até dezembro.
O zagueiro Carlos Cuesta também tem sua situação reavaliada, pois o Galatasaray exige 5,75 milhões de euros para a transferência definitiva. Além disso, Claudio Spinelli, contratado por mais de R$ 12 milhões, pode ser negociado após não atingir o desempenho esperado pela torcida vascaína.
A permanência de Saldivia será revisada nos próximos meses, visto que o defensor uruguaio permanece na reserva. Enquanto outros nomes podem sair, Facundo Colidio, Alan Lescano e Santiago Sosa seguem garantidos no elenco por serem pilares técnicos da equipe de Pedro Emanuel. Dessa forma, um pacotão de saídas se forma para 2027.









