Uma urna eletrônica utilizada nas eleições brasileiras pode custar cerca de R$ 6,7 mil, considerando o valor médio do contrato mais recente para aquisição do modelo UE2022. O cálculo tem como base o acordo firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a Positivo Tecnologia para o fornecimento de até 176 mil equipamentos.
O contrato foi fechado por R$ 1,179 bilhão, o que representa aproximadamente R$ 6.700 por unidade quando o valor total é dividido pela quantidade prevista. A cifra, porém, não deve ser interpretada como um preço fixo de cada máquina, já que contratos eleitorais podem envolver diferentes itens e condições de fornecimento.
A compra mais recente também marcou uma renovação importante dos equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral. O TSE informou que 219.998 urnas do modelo UE2022 foram produzidas para as Eleições 2024, substituindo máquinas que já haviam chegado ao fim de sua vida útil.
Em 2026, o modelo continua entre os principais equipamentos utilizados nas eleições. Segundo o TSE, serão 563.910 urnas disponíveis para o pleito, sendo 217.145 do modelo UE2022 e 222.323 do UE2020. Juntos, os dois modelos mais recentes representam 77% das máquinas que estarão em operação.
A urna é um equipamento desenvolvido especificamente para a votação, com componentes próprios e sistemas preparados pela Justiça Eleitoral. O software utilizado no aparelho é desenvolvido pelo próprio TSE, enquanto a fabricação do hardware segue requisitos definidos pelo tribunal.
Outro ponto que ajuda a entender o custo é a vida útil. As urnas são projetadas para funcionar por aproximadamente 10 anos ou 6 eleições consecutivas. Depois desse período, os equipamentos são retirados de circulação e passam por descarte ambientalmente adequado, com reaproveitamento de grande parte dos materiais.









