A Amazon deu mais um passo para colocar seu serviço de internet via satélite em operação no Brasil. A Anatel homologou o roteador que será utilizado pelo Amazon Leo, antiga iniciativa conhecida como Project Kuiper. A autorização representa uma etapa importante antes da chegada do serviço aos consumidores.
O equipamento recebeu o certificado nº 03127-26-18543 e está identificado pelo modelo L1LA10. A homologação permite sua comercialização no país dentro das regras estabelecidas pela agência reguladora. Agora, a Amazon precisa concluir outras etapas antes de iniciar oficialmente as vendas.
Roteador tem Wi-Fi 6 e várias conexões
O L1LA10 trabalha com Wi-Fi 6 e possui conectividade Bluetooth Low Energy e Zigbee. O aparelho opera em frequências de 2,4 GHz e 5 GHz, oferecendo conexão sem fio para os dispositivos da residência. Ele também possui portas Ethernet para integrar a antena e equipamentos cabeados.
O roteador tem aproximadamente 17 centímetros de largura e profundidade e utiliza uma fonte interna de 140 watts. Entre os componentes estão chips da Qualcomm voltados para processamento e conectividade. A estrutura foi desenvolvida para integrar a rede doméstica ao sistema de internet via satélite.
Apesar da homologação do roteador, o kit ainda depende da autorização da antena parabólica utilizada para estabelecer a comunicação com os satélites. Nos registros da Amazon, esse componente é identificado pela sigla ODU. A certificação desse equipamento é uma das etapas que ainda precisam ser concluídas.

Amazon Leo quer disputar mercado da Starlink
O Amazon Leo é a principal aposta da Amazon para competir com a Starlink, serviço de internet via satélite operado pela SpaceX. As duas empresas utilizam constelações em órbita baixa para oferecer conectividade. A disputa pode ganhar força conforme novos mercados recebam cobertura comercial.
Além da conexão residencial, a Amazon trabalha em soluções que podem permitir comunicação direta entre smartphones e satélites. Essa estratégia amplia o potencial de uso da tecnologia para regiões sem infraestrutura convencional. A empresa também vem avançando em outros países onde a Starlink enfrenta barreiras regulatórias.









