A despedida de Lionel Messi da Seleção Argentina pode representar uma perda milionária para a AFA fora dos gramados. O craque encerrou sua trajetória pela equipe em 6 de outubro de 2026, na vitória sobre o Benim, e sua saída também deve afetar um dos principais negócios ligados à seleção: a venda de camisas oficiais.
A Argentina tem contrato com a Adidas, responsável pela fabricação e comercialização dos uniformes. A AFA não recebe diretamente todo o valor pago pelos torcedores nas lojas, mas fica com uma parcela das receitas obtidas com os produtos licenciados. Estimativas do mercado apontam para royalties entre 10% e 15% sobre o faturamento de varejo.
O tamanho do impacto pode ser calculado a partir da força comercial de Messi. Na última campanha de Copa do Mundo, as camisas da Argentina com o número 10 do craque movimentaram quase US$ 300 milhões em receita de varejo global, segundo estimativas divulgadas sobre o desempenho comercial do uniforme.
Aplicando uma taxa de royalties de 10% a 15% sobre esse valor, a participação potencial da federação ficaria entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões. Na conversão para reais, o montante chega próximo de R$ 250 milhões, dependendo da cotação utilizada.
Isso não significa que a AFA perderá automaticamente R$ 250 milhões por ano. O valor é uma estimativa baseada no desempenho comercial das camisas associadas a Messi, e a procura pelo uniforme argentino pode continuar elevada mesmo depois da saída do jogador.
Ainda assim, a despedida encerra uma das maiores forças de venda da seleção. O interesse comercial em Messi ajudou a colocar a camisa argentina entre as mais procuradas do futebol mundial, com milhões de unidades vendidas.
Na despedida, a Adidas lançou uma edição especial do uniforme argentino que teve forte procura no mercado e gerou um novo pico financeiro. Dessa forma, a AFA deve se preparar para uma possível redução importante em uma receita impulsionada durante anos pela imagem do camisa 10.









