Quem é beneficiário do programa Bolsa Família, fica atento as novidades, comunicados e até alterações envolvendo os valores pagos as famílias. Pegando gancho neste tema, uma boa notícia para um grupo de pessoas foi confirmada já para esta segunda-feira (20).
Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de julho de 2026 começam nesta segunda-feira (20) e seguem até 31 de julho. O calendário é organizado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS), utilizado para definir a data em que cada beneficiário recebe o valor do programa.
O NIS pode ser consultado no cartão do beneficiário ou pelos canais oficiais do programa. Todos os meses, os depósitos são realizados de forma escalonada nos dez últimos dias úteis. A única exceção ocorre em dezembro, quando o cronograma é antecipado e encerrado antes do Natal.
O calendário de julho segue a seguinte ordem: beneficiários com NIS final 1 recebem em 20 de julho; final 2, no dia 21; final 3, no dia 22; final 4, no dia 23; final 5, no dia 24; final 6, no dia 27; final 7, no dia 28; final 8, no dia 29; final 9, no dia 30; e, por fim, os inscritos com NIS final 0 recebem em 31 de julho.

Nova proposta pode reduzir o valor do benefício
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê mudanças nas regras do Bolsa Família e pode reduzir em R$ 200 o benefício pago a famílias unipessoais, formadas por apenas uma pessoa.
A proposta, apresentada em fevereiro deste ano, ainda está em análise e, atualmente, não há exigência de um número mínimo de integrantes para que uma família tenha direito ao programa.
O PL 393/2026 tem como principal objetivo retirar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do cálculo da renda familiar em casos de pessoas com deficiência que dependem de terceiros para realizar atividades básicas do dia a dia. No entanto, o texto também altera as regras para beneficiários que vivem sozinhos, reduzindo o valor mínimo recebido por esse grupo.
Autor da proposta, o deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) afirma que a medida busca corrigir uma distorção no programa. Segundo ele, o número de famílias unipessoais cadastradas cresceu significativamente e, em muitos casos, esses beneficiários recebem um valor per capita superior ao destinado a famílias maiores que enfrentam situação de maior vulnerabilidade social.
A relatora da matéria na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, deputada Andreia Siqueira (PSB-PA), manifestou parecer favorável ao projeto.
Para ela, a iniciativa contribui para tornar a política de transferência de renda mais focalizada e eficiente no combate à pobreza. Antes de virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pelas comissões responsáveis, pelo plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal.









