Ricardo Nunes fundou a Ricardo Eletro, rede que chegou a operar 1.100 lojas pelo Brasil. Ele redirecionou sua trajetória profissional após o sucesso no varejo. O modelo atual foca no compartilhamento de experiências empresariais para outros interessados no mundo dos negócios.
O empresário, que atingiu um faturamento anual de R$ 12 bilhões, agora foca seus esforços no Grupo R1, voltado a mentorias e consultorias. O novo empreendimento tem registrado um desempenho expressivo, com taxas de crescimento que variam entre 80% e 100% ao ano desde 2021.
Conheça como o empresário deu início à trajetória da Ricardo Nunes
A história comercial de Nunes começou de forma humilde na cidade de Divinópolis, Minas Gerais, onde vendia mexericas para auxiliar a renda da família. O jovem empreendedor evoluiu posteriormente para vendas de porta em porta, comercializando bichos de pelúcia adquiridos na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.
Em 1989, ele inaugurou sua primeira loja física, ocupando um espaço de 20 metros quadrados. Essa pequena unidade foi o ponto de partida que, décadas depois, consolidaria a Ricardo Eletro como uma das maiores potências do setor de eletrodomésticos no país.
Por que Ricardo Nunes deixou o varejo?
O fechamento de sua participação na varejista ocorreu oficialmente em 26 de dezembro de 2018, após um período de análise financeira por parte de um fundo de investimento. Na época da saída, a empresa acumulava dívidas próximas de R$ 2,6 bilhões, em um cenário de desafio econômico agravado pelo crescimento de concorrentes digitais.
O empresário também enfrentou desdobramentos jurídicos, sendo preso temporariamente em 2020 durante investigação do Ministério Público de Minas Gerais. O órgão apurava suspeitas de irregularidades tributárias, mas o ex-dono da rede foi liberado no dia seguinte após prestar depoimento.
O impacto do seu atual negócio
Atualmente, o Grupo R1 conta com 130 funcionários dedicados a estruturar o Clube R1, que já reúne 560 companhias participantes. A meta de expansão projetada pelo fundador é superar em 120% a receita esperada para 2026, com foco em fortalecer a gestão de novos empreendedores.
O modelo de trabalho prioriza treinamentos intensivos para executivos interessados em escalar suas empresas. Com 560 empresas ativas, a estrutura montada por Nunes busca transformar o conhecimento acumulado em sua época de faturamento bilionário em um novo formato de geração de receita.









